Lula diz que “está cheio de nego maluco no mundo” ao criticar Trump

Presidente afirmou que o país não quer conflitos, mas precisa estar preparado para proteger o território e criticou declarações do americano sobre outros países

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio das obras de retomada da indústria naval e ‘offshore’ brasileira em Santa Catarina, no Estaleiro Detroit
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (26/06) que o Brasil precisa ampliar os investimentos em defesa para enfrentar um cenário internacional de maior instabilidade. Durante cerimônia de batismo da Fragata Cunha Moreira, em Itajaí (SC), o presidente também criticou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de assumir o controle de territórios como a Groenlândia e o Canal do Panamá.

Ao defender o fortalecimento da capacidade de defesa do país, Lula disse que o Brasil não pretende entrar em guerras, mas precisa estar preparado para proteger seu território e sua população diante do aumento dos conflitos internacionais.

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O presidente afirmou que pretende incluir a defesa nacional entre as prioridades de um eventual programa de governo para a reeleição. Segundo ele, o país precisa elaborar um projeto estratégico para o setor, com investimentos que vão além da simples reposição de equipamentos.

Durante o discurso, Lula também reforçou a defesa da soberania brasileira e afirmou que o país deve estar preparado para proteger seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados de território e seus 215 milhões de habitantes.

As críticas a Trump fazem referência a declarações feitas pelo presidente americano no início de 2025, quando afirmou que não descartava recorrer à força para assumir o controle da Groenlândia e do Canal do Panamá, além de defender a incorporação do Canadá aos Estados Unidos.

As declarações ocorrem em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, marcado por divergências comerciais. O governo americano propôs tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, medida criticada pelo governo Lula. Os dois presidentes, no entanto, também mantiveram uma reunião bilateral em maio, na Casa Branca, quando defenderam o fortalecimento da cooperação entre os dois países.

Leia mais: Lula diz que defesa nacional será prioridade no programa de governo

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