Vice do Conselho do Corinthians contesta afastamento de Tuma e pede cautela

Em nota oficial, Leonardo Pantaleão questiona validade da reunião e afirma que não há mudança formal na presidência do Conselho do Corinthians

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Reprodução/Instagram/Leo Pantaleão
Foto: Reprodução/Instagram/Leo Pantaleão

A crise política no Corinthians ganhou um novo capítulo após a manifestação oficial de Leonardo Pantaleão, advogado criminalista, ex-diretor jurídico do clube e atual vice-presidente do Conselho Deliberativo. O posicionamento ocorre após a reunião que resultou no afastamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão.

Em nota, Pantaleão reconheceu que houve manifestação de conselheiros durante o encontro, mas colocou em dúvida a validade jurídica da deliberação. Segundo ele, qualquer decisão depende da regularidade do ato que a originou, algo que ainda é alvo de “relevantes discussões sob o prisma estatutário”.

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O comunicado também levanta questionamentos sobre a condução da reunião, apontando possíveis inconsistências no processo. Para Pantaleão, esses fatores “recomendam cautela na atribuição de eficácia a eventuais deliberações”.

Outro ponto destacado é que, até que haja reconhecimento formal da validade jurídica da reunião, não existe alteração oficial na presidência do Conselho Deliberativo. Assim, uma eventual troca de comando não ocorreria automaticamente.

Por fim, a nota reforça que os atos institucionais seguirão sendo conduzidos “com estrita observância ao Estatuto Social”, até que a situação seja devidamente analisada e regularizada.

A manifestação amplia o cenário de incerteza nos bastidores do Corinthians e indica que a disputa interna ainda está longe de um desfecho definitivo.

Veja a nota na íntegra de Leonardo Pantaleão, vice-presidente do Conselho Deliberativo:

“Em relação à deliberação ocorrida, reconhece-se a manifestação de Conselheiros no âmbito da reunião realizada.

Todavia, os efeitos jurídicos de qualquer deliberação pressupõem a regularidade do ato que lhe deu origem, circunstância que, como já assinalado, suscita relevantes discussões sob o prisma estatutário.

Ademais, ainda que se desconsidere eventual vício formal, subsistem questionamentos consistentes acerca da condução dos trabalhos ao longo da reunião, o que igualmente recomenda cautela na atribuição de eficácia a eventuais deliberações.

Enquanto não houver o reconhecimento de sua validade jurídica, não se configura alteração formal na Presidência do Conselho Deliberativo, razão pela qual eventual assunção de função não se opera de forma automática.

Os atos institucionais serão praticados com estrita observância ao Estatuto Social, até a devida verificação de sua conformidade.”

Leia mais: Romeu Tuma Júnior é afastado da presidência do Conselho do Corinthians

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