A delegada Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, afirmou em entrevista a um podcast que os relógios e joias encontrados na casa de Deolane Bezerra durante uma busca e apreensão em 2022 eram imitações. Segundo ela, também não havia dinheiro no imóvel.
“Não tinha dinheiro na casa dela, não tinha nada. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso, mesmo sendo falso a gente trouxe. Tinha um computador lá, daqueles pequenininho, o celular dela foi trazido, não foi pego nada da família”, disse Corsato.
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Além dos itens pessoais, a polícia apreendeu dois veículos de luxo: um Land Rover Discovery e um Porsche. O Porsche foi avaliado em R$ 1 milhão. Uma agenda com anotações também foi recolhida na ocasião.
Denúncia arquivada após dois anos
Após a apreensão, Deolane abriu uma denúncia contra a delegada. Corsato afirmou que o caso tinha motivação política. Segundo ela, a influenciadora havia declarado publicamente apoio ao candidato Luís Inácio Lula da Silva dias antes da operação.
“Ela coloca que eu a perseguia… era uma perseguição política porque ela manifestou publicamente dias antes o apoio dela ao candidato Luís Inácio Lula da Silva \[…\] Minha conduta foi tipificada como criminosa e eu fui investigada durante 2 anos, só foi arquivado em 2024 quando ela é presa”, declarou Corsato.
A investigação contra a delegada durou dois anos e foi encerrada em 2024, sem punição.
Deolane nega acusações
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra nega as acusações. Ela afirma ter sido presa por exercer a profissão de advogada. Em post no Instagram, escreveu: “A pior coisa do mundo é ser injustiçado. Juro que gostaria de entender. Você trabalha desde os 12 anos de idade, estuda durante longos anos, passa noites sem dormir tentando ser uma pessoa melhor e dar uma vida digna a sua família. Mesmo assim as pessoas duvidam da sua integridade diariamente”.
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Deolane também afirmou ter recebido R$ 24 mil de um cliente por serviço de advocacia, valor que teria sido questionado no processo.
Atualmente, ela está recolhida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido de prisão domiciliar por considerar que não houve manifesta ilegalidade na prisão.




