O Supremo Tribunal Federal (STF) analisou a prorrogação da CPMI do INSS. Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes classificou como “abominável” a divulgação de informações obtidas por quebra de sigilo de investigados. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (26/03).
Gilmar Mendes citou o caso do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Uma conversa de natureza íntima do empresário foi divulgada publicamente. O ministro criticou essa prática durante sua sustentação no plenário.
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“Os senhores têm que atuar como juízes, como também é deplorável que quebrem sigilo e divulguem. Vazem. Abominável”, afirmou Gilmar Mendes. O magistrado completou: “Como nós vimos agora, no episódio recente, do caso Vorcaro. Uma conversa íntima era divulgada para festejo geral. Deplorável. Lamentável que isso tenha ocorrido”.
Alexandre de Moraes interrompeu a fala de Gilmar Mendes para reforçar a crítica. O ministro caracterizou o vazamento como “criminoso”.
O julgamento sobre a continuidade da CPMI do INSS estava empatado em 1 a 1 no momento das declarações. André Mendonça votou pela manutenção da comissão. Gilmar Mendes abriu divergência ao votar contra a prorrogação.
A sessão teve início às 16h37. Os ministros aproveitaram a oportunidade para expressar preocupação com a quebra de sigilo em investigações.
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