Em uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (03/06), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após o anúncio de novas tarifas a produtos brasileiros.
A sobretaxa de 12,5% sobre importações brasileiras, anunciada pelo governo americano na terça-feira (02/06), foi baseada em uma investigação sobre trabalho forçado.
O presidente ainda prometeu enviar carta a Donald Trump e anunciou que participará da Cúpula do G7, em Paris, após uma semana de tensão com Washington.
Lula ataca Rubio e defende o Pix
O presidente reservou críticas diretas ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo Lula, Rubio é um “latino-americano frustrado” que não tem simpatia pelo Brasil nem pela América Latina.
A defesa do Pix tornou-se um dos pontos centrais da reação brasileira. Lula afirmou que o país não pode aceitar o tratamento recebido dos EUA naquela semana: “Nós somos grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil esta semana, não é possível.”
Carta a Trump e busca por novos parceiros
O presidente anunciou que vai escrever ao líder americano e publicar artigos na imprensa dos EUA e de outros países para contestar as medidas. Segundo ele, o objetivo é mostrar que Washington está “errado, equivocado” e que as ações americanas “estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária”.
Se os EUA optarem por não negociar, Lula disse que o Brasil buscará outros parceiros comerciais. “Eles têm o direito de não querer. Agora, nós não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros”, afirmou.
A reunião ministerial desta quarta foi a segunda de 2026. A primeira havia ocorrido em março, logo após uma reforma no ministério.
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G7 e acusação à família Bolsonaro
Lula havia sinalizado que não iria à Cúpula do G7, marcada para 15 a 17 de junho em Paris. Após os anúncios americanos, reverteu a decisão e confirmou presença no encontro dos países mais industrializados do mundo.
O presidente também acusou a família Bolsonaro,com destaque para o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, de articular junto ao governo Trump as sanções e pressões sobre o Brasil.
Ao encerrar sua fala, Lula defendeu o diálogo entre líderes. “O que eu quero é provar que somente é possível a gente viver em paz se a gente fortalecer a democracia, o multilateralismo e se a gente tratar com responsabilidade a relação entre chefes de Estado”, disse.




