A audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal destinada à fiscalização das contas do Iges-DF, entidade responsável por administrar parte dos serviços públicos de saúde na capital, foi suspensa nesta quinta-feira (26) sem a apresentação de todos os dados previstos. A decisão foi tomada pela deputada distrital Dayse Amarilio (PSB), que preside a Comissão de Saúde, após sete horas de reunião. O término dos trabalhos foi remarcado para o dia 6 de abril.
Durante o encontro, os gestores do instituto apresentaram apenas parte das informações, com foco nos balanços de obras e no gerenciamento de estoques. Segundo o relatório apresentado, houve uma economia de R$ 65,8 milhões nos contratos, o que representa uma redução de 27% nos gastos.
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Apesar dos números, a parlamentar fez uma série de questionamentos. Entre eles, o atraso na construção de sete novas Unidades de Pronto Atendimento, as chamadas UPAs, e a ausência de punições para empresas que descumprem regras contratuais. Dayse Amarilio também criticou o modelo de gestão adotado pelo instituto e a falta de atualização nas metas relacionadas ao tempo de espera dos pacientes.
Durante a audiência, a deputada ainda mencionou a ausência de parlamentares e de representantes da área da saúde no debate, o que, segundo ela, compromete a transparência do processo. “Eu ainda estou um pouco chocada com essa questão da prestação de conta. É muito ruim a gente não ter, por exemplo, os deputados da Comissão de Saúde aqui. Nós estamos falando de um instituto que recebe um valor grande para administrar serviços específicos, que não tinha prestação de conta aprovada. Não é possível que isso não choque algumas pessoas”, afirmou a deputada.
Além das críticas, o Iges-DF confirmou que as unidades hospitalares do Guará, Água Quente e Águas Claras só devem ser entregues em junho. O cronograma inicial previa a conclusão das obras em abril, mas problemas climáticos e ajustes técnicos foram apontados como responsáveis pelo atraso.
Na próxima etapa da audiência, os deputados devem cobrar explicações mais detalhadas sobre a contratação de profissionais e a qualidade do atendimento prestado nas unidades de saúde administradas pelo instituto.




