EUA avaliam classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, diz jornal

Departamento de Estado analisa inclusão das facções brasileiras na lista após pressão da família Bolsonaro sobre governo Trump

Por Redação TMC | Atualizado em
Donald Trump
(Foto: Ken Cedeno/Reuters)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos examina incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em sua lista de organizações terroristas. A análise acontece em Washington após pressão dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre integrantes do governo Donald Trump. O jornal “The New York Times” divulgou a informação nesta sexta-feira (27/03).

Fontes do governo norte-americano revelaram ao jornal que a família Bolsonaro estabeleceu contatos com membros da administração Trump nas últimas semanas. Esses diálogos impulsionaram o debate dentro do órgão responsável pela política externa dos EUA.

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Donald Trump iniciou campanha para designar grupos criminosos de vários países latino-americanos como organizações terroristas desde o início do mandato. Washington utilizou essa classificação para justificar operação militar próxima às águas venezuelanas. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro.

Organizações incluídas na lista do Departamento de Estado enfrentam restrições e sanções econômicas. A Casa Branca justifica a designação para grupos que representam riscos à segurança interna norte-americana. A maior parte das classificações é aplicada a cartéis mexicanos. O México faz fronteira com os Estados Unidos. As facções brasileiras não se enquadram nesse critério.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, no início de março, durante cúpula com líderes latino-americanos aliados ao governo Trump, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas. Rubio solicitou que o Brasil adotasse a mesma classificação.

Posição brasileira

O Itamaraty manifestou ao governo Trump a oposição do Brasil à classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. O Brasil rejeitou o pedido de Rubio para fazer a mesma designação em relação às facções criminosas.

Em 2025, Donald Trump impôs tarifas adicionais a produtos brasileiros. Aplicou sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes como retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro. As tarifas e sanções foram suspensas após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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