Mercado eleva projeções para IPCA e vê corte menor da Selic em abril, mostra Focus

Agentes financeiros mantiveram as perspectivas para a Selic tanto em 2026 quanto em 2027

Por Redação TMC | Atualizado em
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo fala ao microfone durante evento
(Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Agentes financeiros elevaram suas estimativas para a inflação medida pelo IPCA para este ano e o próximo e passaram a ver um corte menor da taxa básica de juros em abril, embora tenham mantido as perspectivas para a Selic tanto em 2026 quanto em 2027, mostrou boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (30/03).

O Focus apontou que os economistas passaram a ver uma redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em abril, para 14,50%. Na semana anterior, as estimativas apontavam para uma redução de 0,50 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

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Em sua última reunião, neste mês, o Copom optou por um corte de 0,25 ponto na Selic, para 14,75% ao ano, citando cautela à frente em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Apesar disso, os especialistas consultados não alteraram as estimativas para a Selic, mantendo-as em 12,50% ao final deste ano e em 10,50% ao término do ano que vem.

Para a inflação medida pelo IPCA em 2026, os economistas consultados pelo Banco Central passaram a ver uma taxa de 4,31% na mediana das estimativas, ante 4,17% na semana anterior, realizando a terceira alta seguida nas previsões para o indicador. Para o ano que vem, os economistas passaram a ver alta de 3,84% para o IPCA, ante 3,80% na semana anterior.

A meta contínua de inflação é de um crescimento de 3% no IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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As elevações nas contas do mercado para a inflação e a expectativa de um corte menor na Selic em abril vêm em meio à guerra no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, e à consequente elevação dos preços internacionais da commodity energética.

Os cerca de 100 economistas consultados pelo Banco Central também ajustaram suas estimativas para o crescimento da economia neste ano para 1,85%, ante 1,84% na semana anterior, e mantiveram em 1,80% as projeções para o crescimento do PIB no ano que vem.

Também mantiveram a previsão de dólar em R$ 5,40 ao fim deste ano e em R$ 5,45 ao final de 2027.

Por Reuters

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