Dia da Mentira tem origem no século 16 e chegou ao Brasil em 1828

Tradição de 1º de abril surgiu quando Igreja Católica adotou calendário gregoriano e franceses resistentes à mudança passaram a receber convites para festas falsas

Por Redação TMC | Atualizado em
Imagem de um boneco do Pinóquio, sentado sobre livros
(Foto: Rhamely/Unsplash)

O dia 1º de abril é conhecido mundialmente como o Dia da Mentira. A data tem raízes históricas que remontam ao século XVI, quando a Igreja Católica promoveu uma reforma no calendário.

A explicação mais aceita para o surgimento da tradição está relacionada à mudança do calendário promovida pela Igreja Católica durante o século XVI. O calendário gregoriano substituiu o calendário juliano. Com isso, o início do ano passou a ser oficialmente em 1º de janeiro.

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Parte da população, especialmente na França, resistiu à alteração. Essas pessoas mantiveram a celebração do Ano-Novo em períodos próximos à Páscoa, entre o fim de março e o começo de abril. Além disso, começaram a receber convites para festas falsas e eventos inexistentes justamente no dia 1º de abril. Com o tempo, a data ficou associada a brincadeiras e enganos.

Existem explicações alternativas para o costume. Uma delas estabelece conexão com festivais da Antiguidade. A festa romana Hilária celebrava o equinócio de março com disfarces, brincadeiras e inversões sociais. Estudiosos consideram que esse tipo de celebração pode ter exercido influência no aparecimento do Dia da Mentira.

No Brasil, o Dia da Mentira ganhou força em 1828. Naquele ano, o periódico mineiro “A Mentira” divulgou uma informação falsa sobre o falecimento de Dom Pedro I. A notícia atraiu a atenção da população, mas foi rapidamente desmentida. O episódio contribuiu para consolidar a tradição no país. Vale lembrar que Dom Pedro I faleceu apenas em 1834, em Portugal.

Pegadinhas históricas marcaram época

Com o passar dos anos, o 1º de abril também se tornou uma oportunidade para ações criativas, principalmente na mídia. Um dos casos mais famosos ocorreu em 1957, quando a BBC exibiu uma reportagem sobre uma suposta “árvore de espaguete”. Milhares de telespectadores entraram em contato com a emissora para saber como cultivar a planta. Além disso, a mesma emissora voltou a surpreender em 2008, ao divulgar uma reportagem sobre pinguins voadores.

Outro episódio curioso aconteceu em 1974, nos Estados Unidos. Moradores do Alasca acreditaram que um vulcão havia entrado em erupção. Tudo não passou de uma pegadinha organizada por um morador, que queimou pneus para simular fumaça.

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Mais recentemente, em 2024, uma apresentadora britânica foi surpreendida ao vivo ao manusear um colar supostamente histórico que se desfez. Em seguida, foi revelado que tudo fazia parte de uma brincadeira de 1º de abril.

A popularização da internet transformou a forma de participação no Dia da Mentira. As pegadinhas adquiriram novas dimensões com o ambiente digital. Empresas passaram a utilizar a data como estratégia de marketing, desenvolvendo campanhas criativas que alcançam milhões de pessoas em curto período.

Especialistas emitem alertas sobre a importância do bom senso na celebração. A distinção entre brincadeiras e notícias falsas prejudiciais tornou-se fundamental. O contexto atual de desinformação exige cuidados adicionais na forma como as informações são compartilhadas, mesmo em contexto de humor.

Assim, o 1º de abril segue como um dia de humor e criatividade. Simultaneamente, a necessidade de responsabilidade no compartilhamento de informações seguirá sendo reforçada.

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