Chefe do Estado-Maior dos EUA renuncia após exigência do secretário de Defesa

Canal CBS News informou que substituto será o general Christopher LaNeve, ex-conselheiro militar de Hegseth

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Jim Watson / AFP
Foto: Jim Watson / AFP

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, obteve a renúncia imediata do comandante do Estado-Maior do Exército, Randy George, em plena guerra contra o Irã. A imprensa americana também informou a saída de outros dois generais em meio a um expurgo de comandantes militares de alto escalão empreendido durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

O general George “deixará com efeito imediato suas funções de 41º comandante do Estado-Maior do Exército”, escreveu nas redes sociais Sean Parnell, porta-voz do Pentágono. Em sua nota, Parnell desejou uma “feliz aposentadoria” ao militar, mas não revelou os motivos da saída repentina.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Uma fonte do governo americano que pediu anonimato disse ao canal CBS News que Hegseth quer nomear uma pessoa que aplique a visão de Trump para o Exército. A emissora, que foi a primeira a revelar a informação, informou que o substituto interino será o general Christopher LaNeve, ex-conselheiro militar de Hegseth e até agora o número dois do Exército.

No posto de chefe do Estado-Maior, George era o principal responsável administrativo do Exército, embora sem comando operacional sobre as unidades enviadas para a linha de frente. Sua missão consistia em garantir o cumprimento da mobilização, seguindo as ordens do presidente e do secretário de Defesa.

Ao longo de uma carreira militar de quase quatro décadas, George foi enviado várias vezes ao Iraque e Afeganistão. Também ocupou cargos como subchefe do Estado-Maior do Exército e principal conselheiro militar do secretário de Defesa Lloyd Austin durante o governo de Joe Biden.

Expurgo no Exército

A saída de George acontece em plena guerra contra o Irã, que já completou um mês. Além da renúncia do comandante do Estado-Maior, o Pentágono também dispensou o general David Honde, que administrava o treinamento do Exército, e o general William Green Jr., à frente do corpo de capelães.

Trump supervisiona um expurgo de comandantes militares, incluindo o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Charles “CQ” Brown, que foi destituído sem explicação em fevereiro de 2025. Entre os oficiais de alto escalão destituídos estão os comandantes da Marinha e da Guarda Costeira, o general que comandava a Agência de Segurança Nacional, o subchefe do Estado-Maior da Força Aérea, um almirante que atuava na Otan e três dos principais assessores jurídicos militares.

O comandante do Estado-Maior da Força Aérea também anunciou sua aposentadoria sem apresentar explicações, apenas dois anos depois de iniciar um mandato de quatro anos, enquanto o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações na América Latina e no Caribe, se aposentou um ano após assumir o cargo.

O secretário de Defesa, que renomeou sua pasta como Departamento de Guerra, insistiu que o presidente está simplesmente escolhendo os líderes que deseja. Os congressistas democratas, no entanto, expressaram preocupação com a possível politização das tradicionalmente neutras Forças Armadas dos Estados Unidos.

Por AFP

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71