O piloto de helicóptero Adônis Lopes de Oliveira, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizou um pouso forçado no mar da Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, na manhã desta sexta-feira (3). O incidente ocorreu por volta das 11h20, entre os postos 3 e 4 da Avenida Lúcio Costa, após a aeronave apresentar falhas durante um voo panorâmico.
O helicóptero, um modelo Robinson 44, transportava o piloto e dois turistas canadenses, que foram resgatados com vida e sem ferimentos graves. Segundo relatos, a aeronave perdeu potência, e o piloto conseguiu conduzi-la até uma área mais vazia antes de descer no mar, próximo à arrebentação.
Testemunhas afirmaram que o helicóptero ainda manteve controle durante a perda de potência. Um surfista relatou que o piloto direcionou a aeronave para longe de banhistas, o que evitou riscos maiores.
O resgate foi feito por guarda-vidas e equipes de apoio, que retiraram as vítimas da água e prestaram atendimento ainda na faixa de areia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e iniciou a perícia para apurar as causas do incidente, que ainda não foram confirmadas.
Trajetória marcada por ocorrências de destaque
Com mais de 40 anos de atuação na Polícia Civil, Adônis Lopes é considerado um piloto experiente e já participou de diversas operações relevantes na segurança pública fluminense. Ele também já integrou o Serviço Aeropolicial (SAER) e atuou em missões de resgate e apoio a ações policiais.
Entre os episódios mais conhecidos de sua carreira está um sequestro durante um voo, em setembro de 2021. Na ocasião, o piloto foi rendido por dois homens armados que contrataram um voo em Angra dos Reis e o obrigaram a seguir em direção ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
Durante o trajeto, houve luta corporal dentro da aeronave, e os criminosos pretendiam resgatar um preso. Para impedir a ação, Adônis realizou manobras arriscadas sobre o 14º BPM (Bangu) e simulou uma queda, levando os sequestradores a desistirem do plano. Eles ordenaram que o piloto seguisse até Niterói, onde fugiram.
Outro episódio de repercussão ocorreu em 2012, quando o piloto participou de uma operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar que resultou na morte do traficante Márcio José Sabino Pereira, o “Matemático”, em Bangu. Segundo relatos, a aeronave foi utilizada para dar apoio à ação e reagir a disparos feitos contra a equipe.
Além dessas ocorrências, o piloto também já realizou pousos táticos em áreas urbanas, como na Praia de Copacabana, e atuou em operações de salvamento marítimo e terrestre.
Leia mais: Helicóptero cai no mar da Barra da Tijuca, no Rio




