Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participará da CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira (08/04). A assessoria da autoridade monetária confirmou a presença na manhã desta terça-feira (07/04). O senador Fabiano Contarato anunciou a confirmação.
O depoimento de Galípolo foi solicitado por meio de convite, não de convocação. Convites permitem que o convidado escolha comparecer ou não. Convocações, em tese, obrigam a presença do depoente.
O senador Eduardo Girão apresentou o requerimento que solicitou a presença de Galípolo. A comissão aprovou o documento. O escopo da oitiva está delimitado ao caso do Banco Master.
O depoimento está relacionado a uma reunião realizada no Palácio do Planalto em novembro de 2024. “O Sr. Gabriel Galípolo (…) esteve presente em reunião realizada em novembro de 2024 (…) com a participação (…) de Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master”, afirma o requerimento aprovado.
O documento da CPI afirma que o encontro “suscita questionamentos legítimos”. A comissão pretende esclarecer “a finalidade institucional da reunião” e possíveis impactos no âmbito regulatório.
A mesma sessão de quarta-feira prevê a oitiva do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Campos Neto foi convocado, condição que, em tese, obriga o comparecimento. A expectativa nos bastidores é de que o ex-dirigente não compareça. Há precedentes em que Campos Neto recorreu ao Supremo Tribunal Federal. Ele obteve decisões que garantiram o direito de não comparecer.
A confirmação de Galípolo ocorre na última semana de funcionamento da comissão. O encerramento da CPI está previsto para 14 de abril. Há sinais de esvaziamento das oitivas.
A comissão tenta manter a agenda de depoimentos na fase final dos trabalhos. Integrantes da CPI tratam a presença de Galípolo como um elemento para sustentar a agenda de depoimentos nos últimos dias de funcionamento.
A CPI ainda depende de definição sobre eventual prorrogação. O relator, Alessandro Vieira, busca uma solução junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Reunião entre os dois está prevista para esta terça-feira.
No entorno da presidência da Casa, a avaliação é de baixa probabilidade de extensão dos trabalhos. Os motivos apontados são o calendário eleitoral e a resistência à manutenção de CPIs neste período.
A fase final da CPI tem registrado redução na participação de depoentes. Decisões do Supremo Tribunal Federal têm convertido convocações em convites. As decisões também asseguraram o direito de ausência ou de silêncio.
Nesta terça-feira, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à comissão. O caso exemplifica o cenário de esvaziamento das oitivas.
“O presidente do Banco Central confirmou presença na manhã desta terça-feira”, afirmou a assessoria da autoridade monetária ao validar o anúncio feito pelo senador Fabiano Contarato.




