Recentemente, a Globo engavetou o projeto “Vidas Paralelas”, uma espécie de dorama japonês, mas na versão brasileira, criado por Walcyr Carrasco. A obra seria desenvolvida pela ex-Record Cristiane Fridman, e vinha sendo tratada como uma das apostas da emissora para renovar sua linha de dramaturgia.
A emissora, porém, suspendeu os investimentos no formato de novelas curtas e a produção, que teria 40 capítulos, acabou engavetada internamente, sem definição de prazo para uma retomada do projeto do dramaturgo.
‘Vidas Paralelas’
Com menos episódios do que uma novela convencional, que tem entre 160 e 220 capítulos, Carrasco idealizou o projeto para ser mais enxuto, mas ainda com linguagem próxima da TV aberta. Segundo informações, os atores André Luiz Frambach e Giullia Buscacio já teriam sido definidos como os protagonistas.
A tentativa do modelo era se aproximar do consumo rápido que vem ganhando espaço no streaming, sendo tratado como uma espécie de “dorama brasileiro”. Inicialmente, a produção seria transmitida no Globoplay.
Após o lançamento no app da Globo, o intuito era abrir uma nova faixa na programação, por volta das 17h30, numa área que hoje pertence ao Vale a Pena Ver de Novo e que durante anos foi ocupada por Malhação (1995-2020). E, com isso, ter novelas curtas, com cerca de 60 capítulos e duração máxima de meia hora, feitas com elenco reduzido, poucos cenários e menos tramas paralelas.
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O que mudou?
De acordo com as informações do colunista Flávio Ricco, do portal Leo Dias, com a paralisação do projeto, Adriano Melo, que dirigiria o trabalho, foi deslocado para outra frente e assumiu a produção vertical Herdeira Por Direito – Milionária Por Vingança.
Além disso, a decisão representa uma mudança de rumo em relação a um plano que vinha sendo desenhado pela emissora nos últimos meses. Isso fez com que a Globo abrisse mão de um teste importante para medir a aceitação do público e avaliar se a emissora conseguiria consolidar uma nova linha de novelas entre o streaming e a TV aberta.




