A Justiça de São Paulo proferiu decisão liminar nesta quarta-feira (16/07) retirando a guarda do filho da advogada Karina Kufa. A criança ficará provisoriamente sob a responsabilidade do pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A medida foi motivada pelo matrimônio de Kufa com Thiago Antonio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira, réu condenado por crimes que incluem estupro.
O juiz responsável pela decisão registrou que Brennand é acusado de crimes com requintes de crueldade. Kufa é a advogada defensora de Brennand em seus processos criminais.
Vídeo do ex-marido
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Amilton explicou sua posição.
“Me senti na obrigação de falar uma coisa: a minha ex-mulher decidiu se casar com um sujeito que está preso, condenado por vários crimes, entre eles o crime horrendo de estupro. Eu, enquanto pai, não poderia fingir que nada está acontecendo. Eu não poderia dormir tranquilo sabendo que meu filho está no meio dessa situação”, disse ele ao lado da atual mulher, Val Marchiori.
No mesmo vídeo, Amilton anunciou que pretende recorrer à Justiça. “Vou tomar todas as medidas possíveis dentro da legalidade para protegê-lo. Eu não seria coerente nem comigo nem com ele se achasse que isso é algo normal. Isso não é algo normal. Uma criança não precisa passar por isso”, declarou.
Leia mais: Karina Kufa perde guarda do filho após união com Thiago Brennand, decide Justiça
Resposta de Karina Kufa
Kufa reagiu à decisão em declaração à coluna da jornalista Bela Megale. Ela classificou a medida como violência. “É uma violência e um ataque misógino por uma escolha privada que fiz de casar e que não vai interferir na minha atuação como mãe. Estou trabalhando para conseguir recuperar a guarda do meu filho”, afirmou a advogada.
Mãe de dois filhos e divorciada, Kufa atuou na defesa de Brennand e também trabalhou em casos envolvendo integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.




