O Exército Brasileiro cumpriu nesta sexta-feira (10) mandados de prisão contra três integrantes das Forças Armadas condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os militares fazem parte de um grupo de sete réus sentenciados por participação no chamado núcleo 4 da trama golpista.
Segundo a acusação, o grupo atuou na disseminação de informações falsas com o objetivo de gerar instabilidade nas instituições do país. A estratégia visava criar um cenário favorável para uma tentativa de ruptura democrática.
Quem foi preso
Os três militares detidos são: Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues, subtenente; e Guilherme Almeida, tenente-coronel. As prisões foram cumpridas após determinação da Corte. Os mandados fazem parte do desdobramento das condenações aplicadas pelo tribunal no caso.
Lista completa de condenados
Ao todo, sete réus foram sentenciados no núcleo 4 da operação. Além dos três presos, a lista inclui:
- Reginaldo Abreu, coronel do Exército (foragido)
- Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal
- Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército
- Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal
O coronel Reginaldo Abreu permanece foragido. As autoridades não divulgaram detalhes sobre as buscas pelo militar.
O que é o núcleo 4
O núcleo 4 da trama golpista reúne investigados acusados de usar canais digitais e redes de comunicação para espalhar conteúdo falso. A acusação aponta que o grupo trabalhava de forma coordenada.
Segundo o STF, a disseminação de notícias falsas tinha como meta minar a confiança da população nas instituições democráticas. O objetivo final seria criar condições para uma tentativa de golpe de Estado.
Próximos passos
Com três prisões efetivadas, as autoridades seguem em busca do coronel foragido. Os demais condenados já cumprem suas penas conforme determinação judicial.
O STF mantém outras investigações em andamento sobre tentativas de ruptura institucional. Novos desdobramentos devem surgir nos próximos meses.




