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Especialista na cobertura do Corinthians, Marco Bello Jr. acumula experiência em grandes coberturas como Olimpíadas e Copas do Mundo. Traz notícias de primeira mão e o acompanhamento diário do cotidiano alvinegro.

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Diniz pode ser o cara que faltava para recuperar Garro no Corinthians

Argentino voltou a jogar bem, deu duas assistências, ganhou a faixa de capitão e recebeu logo de cara o tipo de respaldo que vinha faltando

Por Marco Bello Jr. | Atualizado em
Agência Corinthians
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A estreia de Fernando Diniz no Corinthians pode ter mostrado uma coisa bem importante: o problema do Rodrigo Garro nunca foi falta de futebol. E isso, para mim, ficou claro. Garro não desaprendeu a jogar bola. Não perdeu talento. Não virou jogador comum de uma hora para outra. O que ele perdeu foi outra coisa. Confiança.

Depois do problema no joelho, da fase ruim e de um time que também não ajudava ninguém a jogar, Garro foi murchando. E jogador como ele, que depende de criatividade, de personalidade, de sentir o jogo na mão, quando perde confiança cai muito mesmo. Não é desculpa. É leitura de campo. Tinha muita gente tratando como se ele tivesse desaprendido tudo. Nunca foi isso.

Aí chega o Diniz e, no primeiro jogo, faz o quê? Coloca o cara como titular, dá a faixa de capitão e devolve importância para ele dentro do time. Isso pesa. E pesa muito. Tem treinador que, quando vê jogador em má fase, esconde. Bota no banco, tira do foco, joga a responsabilidade para outro. O Diniz fez o contrário. Bancou.

E quando você banca um jogador desse nível, a resposta pode vir rápido. Foi o que aconteceu. Garro deu duas assistências na vitória sobre o Platense e voltou a participar do jogo como fazia quando estava bem. Não estou dizendo que já voltou ao auge, que está tudo resolvido, que o problema acabou. Também não sou maluco. Mas o primeiro passo foi dado, e foi dado da forma certa.

Para mim, o que o Diniz entendeu logo de cara é uma coisa simples: Garro não precisava de mais desconfiança. Já tinha demais em volta dele. O que ele precisava era de moral, de sequência, de um treinador olhando para ele como protagonista e não como problema. Tem jogador que cresce na bronca. Garro, ao que tudo indica, cresce quando sente confiança.

E aí está a parte mais importante. Se o Diniz conseguir recuperar o Garro de verdade, não vai estar só recuperando um meia. Vai estar recuperando um dos poucos jogadores desse elenco que realmente mudam o nível do time. Porque o Corinthians tem muito jogador esforçado, muito jogador útil, mas jogador diferente mesmo não tem tantos. Garro é um deles.

Claro que um jogo só não autoriza ninguém a sair por aí comemorando como se tudo tivesse mudado. Futebol não funciona assim. Só que também seria burro ignorar o sinal. E o sinal foi forte. Diniz chegou e, em vez de esmagar um jogador em baixa, fez o movimento oposto. Deu moral. Deu faixa. Deu protagonismo. Às vezes é exatamente isso que faltava.

E se for isso mesmo, o Corinthians pode estar vendo o começo da recuperação de um jogador que nunca deixou de ter futebol. Só estava apagado. E uma coisa é jogador ruim. Outra coisa é jogador bom em má fase. O Garro, para mim, sempre foi a segunda opção.

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