Donald Trump anunciou neste sábado (11/04) que navios-tanque vazios estão a caminho dos Estados Unidos para carregar petróleo e gás. O presidente americano fez a declaração enquanto autoridades dos EUA e do Irã se reúnem em Islamabad, capital do Paquistão, para negociações de paz. O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo comercializado globalmente, permanece com restrições de tráfego.
As conversas entre representantes americanos e iranianos acontecem após seis semanas de guerra entre os dois países. Teerã estabeleceu condições que Washington precisa aceitar antes de qualquer negociação direta para encerrar o conflito.
O bloqueio do Estreito de Ormuz provocou a maior interrupção da oferta global de energia da história. Trump estabeleceu a reabertura do Estreito como condição para o cessar-fogo com o Irã. O presidente americano também afirmou que o Irã não deveria cobrar taxas de navios que atravessam a região.
Reabertura e novo fechamento
Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto. O fluxo de navios na região aumentou. Israel continuou os ataques ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelos EUA. O Irã voltou a fechar o estreito.
Na quinta-feira (09/04), Trump publicou críticas ao Irã na rede social Truth Social. O presidente americano afirmou que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz.
Na sexta-feira (10/04), o jornal “The New York Times” publicou informações sobre as dificuldades do Irã em reabrir totalmente o Estreito.
Minas navais dificultam reabertura
Autoridades do governo Trump afirmaram que o país não tem condições de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz. Os EUA não sabem onde estão todas as minas navais que colocaram no local durante a guerra.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, informou que o Estreito de Ormuz está aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região. A Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local.
O Paquistão atua como mediador nas negociações de paz realizadas em Islamabad. Não está claro quantos navios-tanque vazios estão a caminho dos Estados Unidos nem quando chegarão ao país.




