O dólar fechou em queda de 0,29% nesta segunda-feira (13/04), cotado a R$ 4,9969, ficando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 0,34% e encerrou aos 198.001 pontos, atingindo um novo recorde histórico.
O movimento do mercado foi marcado por volatilidade ao longo do dia, influenciado principalmente pelos desdobramentos da tensão entre Estados Unidos e Irã. Pela manhã, o fracasso nas negociações de paz pressionou os ativos globais. No entanto, declarações do presidente Donald Trump indicando possibilidade de acordo ajudaram a melhorar o humor dos investidores, revertendo parte das perdas.
A escalada no Oriente Médio segue no radar. Os Estados Unidos iniciaram um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, enquanto o Irã ameaça reagir. Esse cenário elevou a incerteza no comércio global e impactou o setor de energia, com o petróleo Brent chegando a subir mais de 3%, refletindo o risco de interrupções no fornecimento.
Mesmo com o ambiente externo turbulento, fatores internos ajudaram a sustentar o desempenho positivo no Brasil. O avanço de ações de grandes empresas, como as do setor de commodities, e o forte fluxo de capital estrangeiro na Bolsa contribuíram para a alta do Ibovespa. Apenas neste ano, investidores internacionais já aportaram bilhões no mercado brasileiro, reforçando a tendência de valorização.
No cenário doméstico, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2026 para 4,71%, acima do teto da meta, em meio às pressões vindas do exterior, especialmente da alta do petróleo. Ainda assim, as expectativas para a taxa de juros foram mantidas, com previsão de queda gradual nos próximos anos.
No acumulado, o dólar registra queda de 8,96% no ano, enquanto o Ibovespa avança 22,89%, evidenciando um desempenho robusto do mercado brasileiro, mesmo diante de um cenário global instável.
Leia mais: Petróleo salta mais de 7% antes do bloqueio dos EUA ao Irã




