A indústria brasileira registrou o quarto mês consecutivo de crescimento em abril. A produção fabril avançou 0,7% em relação a março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 3 de junho. Com isso, o setor acumula ganho de 4,4% nos quatro primeiros meses do ano.
Os bens intermediários foram o principal motor do resultado de abril. Esse grupo — que inclui insumos usados por outras indústrias, como aço, plástico e papel — avançou 1,5% no mês. Ele representa cerca de 55% de toda a produção industrial brasileira.
Os bens de capital (máquinas e equipamentos usados para produzir outros bens) tiveram alta de 0,1%. Já os bens semiduráveis e não duráveis — como alimentos, roupas e produtos de limpeza — recuaram 0,2%.
O grupo que mais pesou negativamente foi o de bens duráveis, como eletrodomésticos e automóveis, com queda de 3,2% no mês.
Comparação com outros períodos
Na comparação com abril de 2025, a produção industrial subiu 2,7%. Nos 12 meses até abril, o acumulado é de 0,7%.
O desempenho por categoria muda quando se olha o ano a ano. Bens semiduráveis e não duráveis avançaram 3,2% frente a abril de 2025. Bens duráveis, por outro lado, recuaram 3,4% frente ao mesmo mês do ano anterior. Bens de capital caíram 4,3% na comparação anual.
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O setor industrial está 4,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. Mas ainda está 12,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.
O IBGE também revisou os dados dos meses anteriores. A alta de janeiro foi ajustada de 2,1% para 2,2%. Fevereiro passou de 0,9% para 1,1%. Em março, o indicador teve alta de 0,3% — acima da divulgação inicial, que apontava 0,1%.




