Fui conselheiro do Santos por três anos. Conheço relativamente bem os trâmites que levam ao impeachment de um presidente. Na minha época votamos para afastar o presidente duas vezes. Em uma delas os sócios permitiram que ele voltasse. Na segunda vez não teve jeito e ele foi afastado de vez.
Digo isso porque vejo no impeachment o único caminho para o presidente do Fluminense. Ele e o seu funcionário, que é também seu chefe, por mais paradoxal que possa parecer, perderam as condições de governar o clube.
Uma pessoa é alçada ao comando de uma instituição para defender seus interesses e dos seus torcedores, razão da sua existência.
Ao aceitarem adiar o Fla-Flu de sábado para domingo, contrariando totalmente os interesses do clube que deveriam defender, os dirigentes do Fluminense mostraram que não dão importância às vontades do seu torcedor. Não podem mais, portanto, comandar o clube.
Ficou claro que o time do Fluminense já entrou em campo derrotado. Os fatos extra campo contaminaram o desempenho da equipe. Se o Flamengo já era favorito, ficou muito mais após o adiamento do jogo.
Cabe agora aos conselheiros e associados do Fluminense agirem. Se quem está no comando do clube não é capaz de defender os interesses da instituição, é melhor que dê vez a outros.
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