O hábito de consumo de café no Brasil passa por uma mudança significativa. De acordo com a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) e pelo Instituto Axxus, o ano de 2025 representa uma alteração significativa em como os brasileiros tomam café.
A pesquisa, realizada desde 2019, indica que os brasileiros estão reduzindo a quantidade ingerida no dia a dia, ao mesmo tempo em que se tornam mais exigentes na escolha do produto. O que demonstra um cenário de contradição.
Queda no consumo chama atenção
O café sempre foi fundamental no dia a dia dos brasileiros, seja no café da manhã ou durante à tarde. A verdade é que ele é indispensável para a rotina de grande parte da sociedade. Entretanto, no ano de 2025, 24% dos entrevistados alegavam ter reduzido o consumo, diferentemente de 2023, em que apenas 3% dizia ter diminuído.
Segundo o próprio estudo é uma queda “significativa em relação à média histórica”. Simultaneamente, o percentual das pessoas que bebem mais de três xícaras por dia caiu 5 pontos percentuais.
A principal explicação para esse movimento está no aumento dos preços. Com o custo mais alto, o café deixou de ser consumido de forma automática e passou a ser uma escolha mais consciente.
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Mais qualidade na xícara
Se por um lado o volume caiu, por outro, a qualidade ganhou protagonismo. Segundo pesquisa do Kantar, consumidores passaram a priorizar cafés com sabores mais marcantes, melhor aroma e maior cuidado na produção.
Além disso, fatores como origem do grão, história da marca e propósito das empresas vêm influenciando diretamente a decisão de compra. O café deixa de ser apenas uma bebida funcional e passa a ser associado a experiência e prazer, bem como uma escolha social.
Mudança de comportamento do consumidor
Outro ponto relevante é o crescimento do consumo motivado pela degustação, e não apenas pelo hábito ou pela necessidade de energia. A experiência sensorial ganha espaço, refletindo um público mais interessado em explorar diferentes perfis e categorias de café.
Esse cenário indica que, apesar da redução no volume, o mercado não está em retração, mas em transformação. O atual desafio para a indústria cafeeira passa a ser equilibrar preço e qualidade, atendendo a um consumidor mais criterioso, sem perder competitividade.




