STF autoriza investigação de Flávio Bolsonaro por calúnia contra Lula em rede social

Alexandre de Moraes acatou pedido da PF após senador atribuir crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente em publicação no X feita em janeiro

Por Redação TMC | Atualizado em
A foto é um retrato em plano médio-fechado, focado no Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro aparece em uma pose formal, olhando diretamente para a frente ou ligeiramente para o lado direito do observador. Ele tem a cabeça raspada/calva e as sobrancelhas arqueadas, com uma expressão séria, tensa e de intensa concentração, que pode ser interpretada como desconfiança ou atenção plena. Seus olhos estão arregalados e fixos.
(Crédito: Reprodução/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi assinada em 13 de abril pelo ministro Alexandre de Moraes. A investigação atende solicitação da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação teve origem em uma publicação feita pelo senador no X (antigo Twitter) em 3 de janeiro de 2026. Na postagem, Flávio Bolsonaro atribuiu ao presidente da República a prática de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A publicação incluiu imagens de Lula associadas ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.

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A Polícia Federal e a PGR identificaram que o parlamentar atribuiu ao chefe do Executivo a prática de diversos crimes. Entre as acusações feitas pelo senador estão tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, e fraudes em eleições.

Ao utilizar a expressão “será delatado”, o senador fez menção direta ao instituto da colaboração premiada, imputando falsamente fatos criminosos ao presidente em um ambiente virtual público, segundo a Polícia Federal e a PGR.

A PGR sustentou que a conduta apresenta “indícios concretos” de atuação criminosa, caracterizando uma atribuição falsa e “vexatória” de delitos.

O ministro Alexandre de Moraes enquadrou a conduta como crime de calúnia, com possibilidade de aumento de pena por ter sido cometida contra o presidente da República e divulgada em rede social, o que amplia o alcance da ofensa.

Moraes determinou o levantamento do sigilo dos autos, argumentando que não há elementos que justifiquem o afastamento da publicidade do processo.

A Polícia Federal terá um prazo de 60 dias para realizar as diligências necessárias e dar continuidade às investigações. A defesa do senador ainda não se manifestou sobre a decisão.

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