Flávio Bolsonaro diz que não viu vídeo gravado por Michelle e que não tem relação com ela

Em entrevista ao Flow Podcast, senador pelo PL-RJ afirmou distância de Michelle, defendeu filme Dark Horse e atacou ministros do STF

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Foto: Reprodução/Youtube/Flow Podcast

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato e representante do Partido Liberal (PL) pelo Rio de Janeiro, disse que não possui vínculo com Michelle Bolsonaro. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast nesta quarta-feira (15/07). “Com toda a franqueza, hoje em dia não tenho relação com ela. Ainda mais agora que estou proibido de falar com meu pai, eu ia lá na casa dele de vez em quando.”

O parlamentar relatou que a ex-primeira-dama o criticou publicamente e que, por escolha própria, preferiu não assistir ao vídeo com as declarações dela, alegando querer evitar, segundo suas palavras, se contaminar com o conteúdo.

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“É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não, vem a hora que quer, vem se quiser também, porque assim, eu tô dando o meu melhor, eu sei qual caminho que tenho que seguir”, disse Flávio.

Flávio Bolsonaro admitiu envolvimento na busca por financiamento destinado ao filme Dark Horse, produção gravada nos Estados Unidos com elenco internacional, incluindo o ator Caviezel. A opção pelo território norte-americano foi apresentada pelo senador como intencional.

“Sabe por que não foi feito aqui? Porque senão alguém do Supremo Tribunal Federal ia dar uma canetada, ia inviabilizar o filme. Ia perseguir os atores, ia perseguir a produtora”, declarou. O senador caracterizou o acordo como de natureza privada e sem qualquer contrapartida pública.

As negociações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no contexto da busca por recursos para o filme, foram iniciadas em dezembro de 2024, de acordo com o próprio senador.

Posteriormente, Vorcaro passou a ser investigado em meio a um escândalo bilionário de fraudes financeiras. Flávio não esclareceu como ficou a relação com o banqueiro após as denúncias.

Ataques ao STF e pauta para 2026

O senador apontou os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como agentes de interferência política. Na avaliação dele, os dois estariam coordenando uma manobra para utilizar a Primeira Turma do STF como forma de reduzir a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no período eleitoral, interpretação que o próprio senador apresentou como pessoal.

“Eles estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma seja uma espécie de bypass do TSE durante as eleições”, opinou.

Flávio Bolsonaro também descreveu a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro como resultado de uma farsa montada por adversários políticos. Em relação ao irmão Eduardo Bolsonaro, o senador afirmou que a condenação dele decorreu de manifestações feitas na tribuna.

Pensando nas eleições ao Senado de 2026, o senador apresentou o impeachment de Alexandre de Moraes como um critério essencial que os eleitores conservadores deveriam adotar ao escolher seus candidatos.

“Chegou num ponto que o desequilíbrio de poderes é tão grande que todo mundo sabe que hoje tem que ter uma quantidade de senadores dentro da Casa que se proponha a fazer o impeachment”, declarou. Flávio Bolsonaro também apontou a formação de uma bancada robusta de centro-direita no Congresso como estratégia para viabilizar esse objetivo.

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