O Fundo Monetário Internacional (FMI) finalizou nesta quarta-feira (15/04) a segunda avaliação do acordo de US$ 20 bilhões firmado com a Argentina. A conclusão do processo abre caminho para transferência de US$ 1 bilhão ao país. O desembolso dos recursos ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Executivo do FMI.
O programa financeiro tem duração de 48 meses e foi estabelecido há um ano. A iniciativa substituiu um acordo anterior de US$ 44 bilhões e fornece ao governo de Javier Milei recursos para eliminar os controles de capital no país. Este é o 23º acordo entre a Argentina e a instituição sediada em Washington.
A instituição financeira internacional divulgou comunicado reconhecendo os avanços do país sul-americano. “O ímpeto das reformas se fortaleceu significativamente nos últimos meses”, afirmou o FMI. O documento destacou que a segunda maior economia da América do Sul conta com maior apoio político para reformas importantes.
O comunicado também reconheceu as melhorias nas políticas monetária e cambial. Essas mudanças permitiram ao país iniciar a acumulação de reservas internacionais.
O Banco Central da Argentina acumulou mais de US$ 5,5 bilhões em compras de moeda estrangeira em 2026. As reservas totais permanecem em níveis reduzidos devido aos pagamentos contínuos da dívida.
Na primeira revisão do programa, realizada em julho passado, o FMI reduziu a meta de acumulação de reservas até 2026. A alteração ocorreu após o país não ter atingido a meta inicial estabelecida no acordo.
Nos últimos meses, o FMI elogiou as compras diárias de moeda estrangeira realizadas pelo Banco Central da Argentina para cumprir as obrigações de dívida e reconstruir reservas. Os mercados continuam acompanhando a capacidade do governo Milei de restaurar reservas internacionais, uma exigência fundamental do acordo.




