Copa do Mundo 2026: Dallas lidera ranking e será a cidade com mais jogos

Na contagem regressiva para Copa do Mundo 2026, confira o mapa dos jogos que reunirão 48 seleções nos EUA, México e Canadá

Por Renan Honorato | Atualizado em
(Foto: Produzida via Gemini)

Com 75% dos jogos da Copa do Mundo reunidos nos Estados Unidos, a cidade de Dallas, no Texas, receberá o maior número de jogos: nove, incluindo uma semifinal. Na outra ponta, a cidade mexicana de Guadalajara receberá apenas quatro jogos durante o Mundial, todos durante a primeira fase.

No ranking de cidades que receberão mais jogos neste ano, Dallas será seguida por Atlanta, na Geórgia, e Los Angeles, na Califórnia, com oito jogos cada. Na sequência, cinco cidades dividem o pódio de terceiro lugar, com sete partidas cada: Houston, Miami, Boston, Nova Jersey e Vancouver, a única canadense.

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A 23ª edição do Mundial é a primeira que acontece em três países ao mesmo tempo, com 103 jogos sendo divididos entre Estados Unidos, com 77 disputas, México e Canadá, reunindo 13 cada. A partir das quartas de final – quando houver apenas oito seleções – todos os jogos se concentrarão em oito das 10 cidades estadunidenses.

O jogo de abertura da Copa acontece no Estádio Azteca, com a disputa entre o anfitrião e a África do Sul, em 11 de junho, às 16h, pelo horário de Brasília. Fundado em 1966, o estádio foi o primeiro a sediar duas finais da Copa do Mundo, com jogos icônicos, em 1970 e 1986 – o primeiro consagrou Pelé e foi palco do tricampeonato da seleção brasileira; o segundo recebeu Maradona e sua “Mão de Deus”.

As semifinais, nos Estados Unidos, serão disputadas em dois estádios. A decisão pelo terceiro lugar acontece no Hard Rock Stadium, na Flórida, casa dos Miami Dolphins (NFL) e Miami Hurricanes (NCAA). Depois da reforma que custou US$ 500 milhões, em 2015, o espaço tem sido utilizado para outros esportes, como o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1, um circuito de mais de 5 km em volta do estádio.

A grande final da Copa do Mundo acontece no estado de Nova Jersey, no MetLife Stadium, que também recebe o jogo de estreia do Brasil, contra o Marrocos, em 13 de junho, às 19h (de Brasília). Em seguida, no dia 19, a seleção enfrenta o Haiti, na Pensilvânia, e, no dia 24, a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami. Na primeira fase, a seleção irá viajar mais de 1.700 km para as três disputas iniciais.

Qual o cenário geopolítico para Copa do Mundo 2026?

Os estádios não são os únicos campos de disputa que os países-sede estão enfrentando, principalmente considerando a postura do presidente dos Estados Unidos na política mundial. Além dos ataques diretos contra nações soberanas, como Irã e Venezuela, o governo norte-americano tem adotado uma postura de tensões internas, com as prisões protagonizadas pelo ICE, e externas, com as tarifas unilaterais contra aliados históricos.

Durante o primeiro mandato, Trump deu fim ao NAFTA, acordo comercial vigente entre México, Canadá e EUA desde 1994. Na época, Trump alegava que o acordo era desfavorável aos EUA, principalmente pela evasão de montadoras norte-americanas para os vizinhos, onde a produção de automóveis era favorecida por incentivos fiscais e redução de impostos.

Ao retomar o poder, ele colocou em risco o novo acordo, o USMCA, com a imposição de tarifas unilaterais contra diversos países, incluindo o Brasil. Além de impor tarifas de 25% contra Canadá e México, Trump chegou a protagonizar uma tensão diplomática com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, ao tentar mudar o nome do Golfo do México para “Golfo da América”.

Após a invasão à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Trump passou a ameaçar seu vizinho nortenho, quando sugeriu incorporar o Canadá como “51º estado americano”.

Outro ponto de tensão na política dentro das fronteiras dos Estados Unidos é a atuação dos agentes de imigração do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Em junho de 2025, havia 51 mil imigrantes sem documentos detidos pelo ICE. Em determinado momento, em um único dia, 3 mil pessoas foram presas e, até o momento, cerca de 50 pessoas morreram sob custódia da agência.

No final de 2025, tanto o presidente Trump quanto o líder do grupo de trabalho da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmaram que poderia haver detenções durante o Mundial. Em resposta, a Fifa tem articulado uma resolução para distensionar o ambiente político dos EUA, com a interferência direta do presidente da entidade, Gianni Infantino, pedindo a Trump que paralise as atividades do ICE durante a Copa do Mundo.

Como se não bastassem as tensões internas, o conflito deflagrado no Irã com a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, levanta alertas para possíveis riscos de represálias, em forma de atentados terroristas, em solo norte-americano.

Com estreia marcada para 15 de junho na Califórnia, o Irã enfrenta a Nova Zelândia. Anteriormente, o governo do Irã havia sugerido que o país não disputaria o jogo, o que foi contrariado por Infantino, que afirmou que o Irã estará na Copa do Mundo.

*Colaborou Felipe Mendes

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