Oscilação de preços entre comercializadoras gera crise no setor de energia, diz jornalista

Especialistas apontam risco de “efeito dominó” para empresas de todo o segmento

Por Redação TMC | Atualizado em
Jornalista concede entrevista online
(Foto: TMC/Reprodução)

Uma forte oscilação de preços está causando preocupação no setor de energia. Esse aumento está afetando diretamente empresas comercializadoras, com risco de gerar um “efeito dominó” para os demais segmentos do setor, de acordo com a jornalista Lais Carregosa, da Agência iNFRA, em participação ao programa TMC 360, da TMC.

“Há uma crise no setor de comercialização de energia. E isso pouco antes da abertura do mercado para que os consumidores residenciais e aqueles consumidores comerciais e industriais que compram energia das distribuidoras possam vir ao mercado livre e escolher seus fornecedores de energia”, afirmou Carregosa. “Essas fornecedoras estão passando por uma situação de crise financeira.”

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A Agência iNFRA apurou com especialistas que são variadas as causas deste aumento de preços. 

“Tivemos três empresas nas últimas duas semanas anunciando renegociação com credores, recuperação extrajudicial e recuperação judicial. E os especialistas nos disseram que houve uma mudança na forma como o preço da energia está sendo calculado”, afirmou a especialista. 

“Não é uma mudança no cálculo em si, mas uma mudança que torna o preço mais sensível aos riscos no setor, como por exemplo, se chove menos, se termelétricas são mais acionadas… Muitas comercializadoras, que antes contavam com preços mais estáveis, agora estão enfrentando dificuldades financeiras.” 

Especialistas afirmaram que as empresas comercializadoras de energia estão muito expostas ao crescimento da matriz renovável intermitente. “São as fontes que não geram energia o tempo todo, como fonte solar, eólica, que dependem do sol, do vento. Uma exposição a fontes que não geram energia constantemente também pode ter afetado as comercializadoras.”

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Efeito Dominó 

O risco de “contaminação” por todo o setor se deve à conexão natural entre as empresas. “Elas têm contrato entre si, a insolvência de uma vai afetar a outra. Além disso, alguns especialistas apontam para uma possível redução no número de agentes neste mercado, à medida que as empresas vão pedindo recuperação judicial. Essa redução pode chegar a 40% de acordo com um ex-diretor da Aneel consultado pela Agência iNFRA.”

A jornalista informa que ainda não há um número certo de empresas afetadas ou quais serão os impactos disso para a abertura do mercado livre.

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