Paolo Zampolli: quem é o conselheiro de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’

Empresário que apresentou Melania ao presidente americano foi casado com brasileira e aparece nos arquivos Epstein

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Oliver Bunic / AFP
Foto: Oliver Bunic / AFP

O nome de Paolo Zampolli viralizou no Brasil nesta semana, mas não apenas pela sugestão de trocar o Irã pela desclassificada Itália na Copa do Mundo. O empresário ítalo-americano e enviado especial para assuntos globais do governo Donald Trump virou um dos nomes mais pesquisados nas redes sociais por declarações machistas e xenofóbicas contra mulheres brasileiras. Separado da modelo brasileira Amanda Ungaro, Zampolli deu uma entrevista à emissora italiana RAI, afirmando que as “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão” e classificando-as como uma “raça maldita”.

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Do mundo da moda à Casa Branca

Nascido em uma família rica de Milão, Zampolli iniciou a carreira empresarial ao herdar uma empresa de brinquedos aos 18 anos, com o falecimento do pai. Após vender a companhia para um grupo controlado por Silvio Berlusconi, Paolo Zampolli ingressou no mundo da moda e decidiu mudar-se para os Estados Unidos.

Na década de 1990, fundou uma agência de modelos em Nova York, onde construiu uma rede de contatos que se transformaria em influência política. O empresário ítalo-americano ficou conhecido por ter trazido a então modelo Melania Knauss para os Estados Unidos e apresentado a futura primeira-dama a Trump. Ele acabou se tornando amigo pessoal do presidente, participando, inclusive, de jantares e festas íntimas do casal Trump.

Modelo Amanda Ungaro, Paolo Zampolli, Donald e Melania Trump em Mar-a-Lago, em 2016 - Foto: Arquivo Pessoal
Modelo Amanda Ungaro, Paolo Zampolli, Donald e Melania Trump em Mar-a-Lago, em 2016 – Foto: Arquivo Pessoal

Ele acompanhou pessoalmente o processo de visto H-1B de Melania, documento que permitiu à então modelo morar nos Estados Unidos.

Carreira política

Em 2017, Zampolli assumiu o cargo de embaixador da Dominica junto à ONU, atuando em questões ligadas aos oceanos e à sustentabilidade. A nomeação ocorreu “por indicação e não por nacionalidade”, segundo fontes diplomáticas. Essa faceta ambiental, somada ao passado na moda, construiu um perfil híbrido entre homem de negócios e ativista.

Como enviado especial de Trump, Zampolli tornou-se um dos principais intermediários do que analistas descrevem como “diplomacia transacional”. A Reuters o identifica nesse papel, destacando sua atuação em uma rede informal de facilitadores que convertem acesso político em alavancas de influência. A expressão atribuída a ele — “20 bilhões em 20 minutos” — resume sua abordagem: mediações aceleradas entre chefes de Estado, grandes empresas e interesses estratégicos.

Casamento com brasileira

Zampolli foi casado com a modelo brasileira Amanda Ungaro. Os dois se conheceram em uma boate em Nova York, em 2002, quando ela tinha 18 anos e ele 32. O casamento ocorreu um ano depois. O casal teve um filho, que atualmente tem a guarda disputada na Justiça.

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O casal compareceu à primeira posse de Trump, onde se sentou à mesa de Melania durante o jantar. Paolo e Amanda se separaram definitivamente em 2021, com Zampolli alegando que nunca houve casamento. Em 2025, Ungaro foi presa na Flórida por realizar procedimentos de cirurgia estética sem licença e sob acusação de fraude. Ela foi posteriormente deportada dos Estados Unidos e acusa Zampolli de ter pedido ajuda do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) para expulsá-la do país.

Na foto há um homem de cabelo preto e uma mulher loira.
Foto: Reprodução Instagram paolozampolli

Recentemente, Ungaro voltou aos holofotes com publicações nas redes sociais ameaçando expor “tudo o que sabe” sobre o casal Trump. A modelo chegou a chamar o presidente americano de “pedófilo”.

Zampolli classificou as declarações de Ungaro como “notícia real”, sem fornecer detalhes adicionais sobre o contexto das acusações. O relacionamento conturbado entre o empresário e a modelo brasileira adiciona mais uma camada às polêmicas envolvendo seu nome.

Relação com Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein, bilionário americano que se suicidou na cadeia após ser preso, acusado de tráfico sexual e exploração de menores, foi um dos patrocinadores da ID Model Management, empresa de modelos criada por Zampolli. O nome do atual conselheiro de Trump aparece várias vezes nos arquivos Epstein, incluindo um e-mail em que é classificado como “problema”.

A proposta polêmica da Copa

Recentemente, Zampolli sugeriu que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo de 2026. A proposta foi apresentada diretamente ao presidente Donald Trump e a Gianni Infantino, presidente da FIFA.

O secretário de Estado Marco Rubio negou que os Estados Unidos pretendam excluir o Irã do torneio por causa da Guerra no Oriente Médio. Integrantes do governo italiano também criticaram a proposta, que não será implementada.

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