O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (22/07) que o país vai “bombardear e destruir uma ponte ou usina de energia” a cada ataque iraniano contra navios no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada no Truth Social.
A ameaça é direta: “Daqui para a frente, sempre que a República Islâmica do Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz — seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma —, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas próximas à capital, Teerã, ou dentro dela”, escreveu Trump.
Cada ataque iraniano, independentemente do tipo de armamento usado, teria como resposta a destruição de um ponto da infraestrutura civil do país.
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Escalada após ameaça anterior
Na semana passada, Trump já havia adotado tom semelhante. Em entrevista à Fox News, o presidente americano afirmou que os EUA “destruiriam todas as pontes (do Irã), a menos que eles venham à mesa de negociações”.
A nova declaração no Truth Social representa uma versão mais detalhada e condicional dessa postura: em vez de uma ameaça geral, Trump estabeleceu uma lógica de resposta proporcional, um ataque iraniano, um alvo destruído.
Implicações do alvo escolhido
Pontes e usinas de energia são classificadas como infraestrutura civil. A destruição deliberada desse tipo de estrutura pode ser considerada crime de guerra segundo o direito internacional humanitário, embora essa avaliação dependa de circunstâncias específicas e não tenha sido objeto de pronunciamento oficial citado nas fontes disponíveis.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo para o transporte de petróleo. Ataques a navios nessa região têm potencial de afetar o abastecimento global de energia e, por consequência, os preços de combustíveis e produtos no mercado internacional.




