O passageiro que foi parcialmente sugado para fora do avião durante um voo da Ryanair RYA.I em Tessalônica, na Grécia, falou pela primeira vez sobre o incidente e diz que sobreviveu por milagre. Ele é o sérvio Ljubisa Karović, de 61 anos, e o incidente ocorreu em 10 de julho.
“A explosão é do que eu me lembro. É o barulho antes do caos, o barulho que está sempre lá quando fecho os olhos para dormir”, afirmou Karović ao jornal britânico “The Guardian”. Ele descreveu a situação como estar “entre a vida e a morte”.
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“Estou vivo. Pode ter sido o cinto de segurança, o fato de eu ainda estar preso ao assento. Mas talvez tenha sido o destino. Eu acredito em Deus e agradeço a ele todos os dias”, declarou. “Tenho sorte.”
O que aconteceu no voo
Imagens do incidente e dados da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) indicam que, logo após a decolagem na Grécia, um fragmento desprendido do motor perfurou a janela do Boeing 737. Com o impacto, a janela cedeu e Karović foi parcialmente sugado para fora da aeronave.
Segundo seu advogado, Vasilis Tsiaras, o passageiro desmaiou duas ou três vezes durante o incidente, uma delas enquanto estava fora da aeronave, e outras dentro do avião, quando voltou a perder a consciência. Tsiaras também afirmou que “em nenhum momento a tripulação se ofereceu para ajudar”.
A aeronave precisou retornar ao ponto de partida, realizando um pouso de emergência. Karović foi encaminhado a um hospital e, posteriormente, recebeu alta médica.
Sequelas e investigação
Ao deixar o hospital, o passageiro apresentava queimaduras e hematomas no braço direito. A equipe médica prescreveu o uso de colar cervical por um período mínimo de seis semanas.
Karović declarou que, por ora, não tem intenção de embarcar em outro voo tão cedo.
O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, afirmou na segunda-feira (20/07) que as investigações preliminares apontam a ingestão de um corpo estranho pelo motor como causa do ocorrido. O’Leary acrescentou que a aeronave possui 18 anos de operação e que o motor havia sido submetido a manutenção completa e revisão há dois anos. Segundo ele, um relatório inicial com as conclusões do caso deverá ser publicado em aproximadamente 28 dias.





