O Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) aceitou as propostas apresentadas pela reitoria da universidade, na Assembleia realizada na tarde de quinta-feira (23), encerrando a greve.
Depois da reunião, ficou acordada a Concessão da Gratificação por atividades Complementares Estratégicas de até R$1600 mensais à todos os funcionários, que será paga mensalmente, no mesmo período que for paga a gratificação aos docentes.
A Reitoria também se comprometeu a estudar a formalização jurídica que permita o abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano. Além da intenção de implementar soluções que assegurem aos trabalhadores terceirizados condições de deslocamento análogas às atualmente oferecidas aos servidores da USP, como a possibilidade da estruturação de sistema de transporte gratuito dentro da Universidade.
A greve dos servidores começou no dia 9 de abril, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), aprovada na assembleia geral, com a quebra da isonomia nos reajustes salariais e benefícios. A gratificação mensal destinada aos docentes da USP é de R$4.500 durante dois anos. Os demais funcionários aderiram à greve na sequência.
“Houve uma avaliação majoritária de que as propostas apresentadas representam conquistas muito importantes, fruto direto da força da nossa greve, e que as garantias reais da efetivação dos compromissos se darão por meio da nossa mobilização constante”, informa o Sindicato em boletim aos servidores mobilizados
Os estudantes paralisaram 5 dias depois, em apoio ao movimento e reivindicando outras pautas. O movimento chegou a 105 cursos, como a Escola de Comunicação e Artes (ECA), Instituto de Psicologia (IP), Enfermagem, Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH – USP leste), inclusive a Escola Politécnica, que historicamente não adere a movimentos como esses. Alguns câmpus no interior também aderiram, como São Carlos e Ribeirão Preto.

Os alunos defendem a isonomia entre docentes e funcionários, mas também reivindicam melhores condições de restaurantes universitários e a fim da privatização, defesa dos espaços estudantis, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil para um salário mínimo paulista, e ainda, a ampliação dos programas de permanência estudantil.
O sindicato reforça a aliança entre os trabalhadores e estudantes, na Assembleia pediram a presença da liderança estudantil na reunião, porém não foi aceita pela reitoria presente na reunião. As pautas apresentadas pelos alunos da USP ainda não foram acordadas.




