A Operação “Compliance Zero”, conduzida pela Polícia Federal desde novembro de 2025, apura um esquema de fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional, marcado pela ausência completa de mecanismos de controle, auditoria e governança interna.
Segundo as investigações, o nome da operação foi escolhido de forma irônica para destacar que determinadas instituições, que deveriam operar sob rígidas normas de conformidade, atuavam, na prática, com “zero compliance” — ou seja, sem qualquer aderência às regras legais e éticas.
Fraudes, lavagem de dinheiro e gestão temerária
O foco da apuração envolve emissão de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro e gestão temerária, práticas que teriam movimentado cifras bilionárias e colocado em risco a integridade do sistema financeiro.
Entre os principais alvos está o Banco Master, além de seu proprietário, Daniel Vorcaro, apontado como figura central no esquema investigado.
Ausência total de governança
A PF identificou um cenário de falha generalizada nos controles internos, incluindo:
- falta de segregação de funções
- inexistência de auditorias efetivas
- descumprimento sistemático de normas regulatórias
Na prática, isso teria permitido a manipulação de ativos financeiros e elevado significativamente o risco sistêmico. O termo “Compliance Zero” também se relaciona a conceitos como:
- inconformidade total
- ausência de governança corporativa
- gestão fraudulenta
- exposição regulatória máxima
Terceira fase mira bilhões e possível cooptação no Banco Central
Na terceira fase da operação, deflagrada em março de 2026, a Polícia Federal avançou sobre o núcleo financeiro do esquema, com bloqueios que podem chegar a R$ 22 bilhões.
Além disso, os investigadores apuram a possível cooptação de servidores do Banco Central do Brasil, o que, se confirmado, pode indicar um nível ainda mais profundo de comprometimento institucional.
Impacto e significado
A operação escancara um cenário em que instituições financeiras teriam operado com “risco máximo disfarçado de normalidade”, reforçando a necessidade de maior rigor regulatório e transparência no setor.
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