O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que os fatores responsáveis pela propagação de armas nucleares estão se “acelerando”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27/04) durante a abertura da reunião dos países signatários do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares. O encontro ocorre em um contexto de tensões geopolíticas que geram temores de uma nova corrida armamentista nuclear.
Os países que assinaram o TNP iniciaram a reunião na sede da ONU. O tratado está em vigor desde 1970. Foi assinado por quase todos os países do planeta. Israel, Índia e Paquistão são as exceções que não aderiram ao acordo.
O documento busca impedir a propagação de armas nucleares. Promove um desarmamento completo. Fomenta a cooperação para o uso pacífico da energia nuclear.
Guterres dirigiu-se aos presentes na reunião. Afirmou que o tratado enfrenta desafios. “Durante tempo demais, o Tratado vem se desgastando. Os compromissos seguem sem serem cumpridos. A confiança e a credibilidade estão se fragilizando. Precisamos insuflar vida nova ao Tratado mais uma vez”, declarou o secretário-geral.
A fala evidencia preocupações com o cumprimento dos compromissos assumidos pelos países signatários.
Arsenais nucleares concentrados em nove países
Dados do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo mostram que nove Estados possuem armamento nuclear. Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte detinham 12.241 ogivas nucleares em janeiro de 2025. O informe é o mais recente divulgado pelo Sipri sobre o tema.
Estados Unidos e Rússia concentram quase 90% das armas nucleares existentes no mundo. Ambos os países realizaram programas de modernização de seus arsenais nos últimos anos, segundo o Sipri. A China aumentou seu arsenal nuclear, conforme informou o instituto.
Esses movimentos de modernização ocorrem em meio aos desafios enfrentados pelo TNP para conter a proliferação de armas nucleares.
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