O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, garantiu ao Advogado-Geral da União, ministro Jorge Messias, que ele terá entre 45 e 47 votos em plenário vaga ser aprovado como novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Para que haja essa confirmação, são necessários, ao menos, 41 votos favoráveis. Desta forma, Messias teria o apoio necessário para assumir a cadeira deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.
A garantia foi dada a Messias durante o encontro ele e Alcolumbre, horas antes de a sabatina na CCJ acontecer. Nos últimos dias, o atual AGU andou de gabinete em gabinete dos senadores para convecê-los que se enquadra nas regras previstas para assumir a vaga no STF. O movimento, conhecido internamente como “beija-mão”, resultou num encontro com Alcolumbre fora da agenda oficial do senador.
O presidente do Senado, incialmente, não gostou da escolha de Messias para a vaga no Supremo. Ele tinha preferência pelo amigo, o também senador Rodrigo Pacheco. A indicação constitucionalmente cabe ao presidente da República, que deu preferência para um aliado político. Isso gerou um afastamento entre Alcolumbre e Lula.
Com medo de uma reprovação história – desde 1894 uma indicação ao Supremo não é aprovada pelo Senado – Lula fechou acordos e tentou estreitar laços com Alcolumbre. Entre os acordos, está a garantia de que a base aliada ao governo não vai atrapalhar a análise do veto ao PL da Dosimetria, conforme divulgamos em primeira mão aqui na TMC.
Com os detalhes alinhados, a aprovação de Jorge Messias ao STF está praticamente garantida. Alcolumbre ainda não confirmou se a análise em plenário será no mesmo dia da sabatina na CCJ.
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