Michelle Bolsonaro aceita apoiar Flávio e encerra meses de tensão política

Ex-primeira-dama concordou em manifestar respaldo público ao senador nas redes sociais, após articulações nos bastidores

Por Redação TMC | Atualizado em
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em evento do PL Mulher na cidade de Primavera do Leste
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em evento do PL Mulher na cidade de Primavera do Leste (Divulgação/PL)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aceitou manifestar apoio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência da República, encerrando meses de articulações nos bastidores políticos. Michelle deve fazer uma declaração pública nas redes sociais, de acordo com a colunista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”.

Aliados próximos aos dois confirmaram o fim do conflito. A manifestação nas plataformas digitais da ex-primeira-dama representa um “gesto de pacificação” entre madrasta e enteado.

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A mudança marca uma reversão na postura de Michelle. Ela vinha recusando declarar apoio ao filho mais velho de Jair Bolsonaro. A resistência preocupava aliados de Flávio, que consideram o respaldo de Michelle essencial para reduzir a desvantagem do senador junto ao eleitorado feminino. Pesquisas recentes de intenção de voto mostram que Flávio está atrás do presidente Lula nesse segmento.

O acordo prevê a participação de Michelle em um ato público ao lado de Flávio. A iniciativa busca demonstrar publicamente o fim das divergências.

Origem do conflito no Ceará

O rompimento teve início em novembro de 2025, quando Michelle criticou publicamente a aliança do bolsonarismo com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. A articulação havia sido conduzida pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE).

A ex-primeira-dama participou do lançamento da pré-candidatura ao governo do senador Eduardo Girão (Novo). Ela classificou a movimentação com o tucano como precipitada. A declaração causou desconforto no Partido Liberal.

Flávio desautorizou Michelle publicamente em resposta. O senador afirmou que a madrasta foi “autoritária” e “atropelou o próprio presidente Bolsonaro”, que havia autorizado a movimentação do deputado.

O senador apresentou desculpas à madrasta posteriormente, mas apenas em caráter privado. Michelle exigiu que as desculpas fossem públicas. Flávio não aceitou a condição. O impasse permaneceu até abril de 2026.

Um aliado de ambos que participou das negociações afirmou: “Deu muito trabalho, mas ela finalmente aceitou que ninguém tem nada a ganhar com essa briga”.

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Incertezas sobre engajamento na campanha

Michelle concordou em fazer a manifestação pública de apoio, mas não garantiu participação ativa na campanha de Flávio no dia a dia. A ex-primeira-dama ainda não definiu o nível de engajamento nas atividades eleitorais do enteado. A durabilidade da reconciliação permanece incerta.

Michelle poderá participar de eventos com Flávio caso consiga autorização para ter ajuda nos cuidados de saúde de Jair Bolsonaro. O ex-presidente está sob prisão domiciliar, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não autorizou a atuação de um cuidador.

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