A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Programa Mundial de Alimentos e o Ministério da Agricultura do Líbano divulgaram nesta quarta-feira (29/04) um relatório sobre segurança alimentar no país. O documento projeta que aproximadamente 1,2 milhão de habitantes libaneses sofrerão com fome aguda nos próximos meses. Esse total corresponde a cerca de 25% da população nacional.
O levantamento identifica uma deterioração acelerada nas condições de segurança alimentar no território libanês. A crise resulta de “conflitos, deslocamento e pressões econômicas”, segundo o relatório. A análise indica que a situação tende a se agravar sem assistência humanitária ou melhorias nas condições econômicas e de segurança.
O conflito com o Irã é apontado como fator central da crise alimentar. Os ataques israelenses ao Líbano continuam mesmo após o estabelecimento de um cessar-fogo. As autoridades libanesas e a mídia estatal confirmaram oito mortes no sul do país em 28 de abril.
Dados do Ministério da Saúde divulgados em 27 de abril mostram que pelo menos 2.521 pessoas foram mortas no Líbano desde 2 de março de 2026. Mais de 7.800 pessoas ficaram feridas no mesmo período. Os ataques israelenses concentram-se principalmente na região sul do território libanês.
O comunicado das organizações responsáveis pelo estudo afirmou que os resultados mostram que a situação de segurança alimentar do Líbano permanece altamente sensível a choques. O relatório não especifica quando exatamente a situação de fome aguda atingirá o pico projetado de 1,2 milhão de pessoas.




