O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, questionou nesta quinta-feira (30/04) a capacidade dos Estados Unidos de atuar como mediador em conflitos internacionais. A declaração foi feita durante um fórum educacional em Moscou. A posição de Medvedev contrasta com o discurso oficial do Kremlin sobre as negociações de paz na Ucrânia.
Medvedev ocupa a segunda posição na hierarquia da segurança nacional russa. Ele já exerceu a presidência do país. O vice-presidente do Conselho de Segurança é reconhecido como um dos integrantes mais linha-dura do governo russo e aliado próximo de Putin.
A fala de Medvedev diverge da postura que o Kremlin tem adotado publicamente. O governo russo reconhece oficialmente a importância de Washington nas tratativas para encerrar o conflito na Ucrânia. A guerra está em seu quinto ano sem perspectiva de término no curto prazo.
Durante o fórum educacional, Medvedev argumentou que Washington pratica ações que contradizem o papel de mediador. Ele citou intervenções militares e políticas realizadas pelos Estados Unidos.
“É difícil considerar que um país que sequestra presidentes e inicia conflitos assim simplesmente possa atuar como um mediador eficaz em todas as situações”, afirmou Medvedev. O vice-presidente do Conselho de Segurança pareceu fazer referência à destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro e à guerra no Irã. Ambas operações foram conduzidas pelo Exército dos Estados Unidos em 2026.
Medvedev reconheceu que o governo de Donald Trump está empreendendo esforços para resolver o conflito na Ucrânia. Segundo o vice-presidente do Conselho de Segurança russo, essa postura contrasta com a do governo anterior, comandado pelo democrata Joe Biden.
O ex-presidente russo também comentou sobre a situação europeia. Ele afirmou que o continente passa por um processo de militarização. Medvedev comparou o momento atual ao período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.
As negociações para buscar um acordo de paz que finalize a guerra da Ucrânia devem prosseguir. Os Estados Unidos mantêm seu papel nas tratativas, conforme reconhecido oficialmente pelo Kremlin.
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