O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira (30/04) que a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) fragiliza a Presidência da República e prejudica o combate à corrupção no Brasil. A manifestação ocorreu após o Senado barrar a indicação do atual advogado-geral da União para a Corte.
A decisão representa o primeiro caso de rejeição de um indicado ao Supremo em 132 anos. O último presidente a ter um candidato barrado foi o marechal Floriano Peixoto, em 1894.
“Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República. Isso é preciso notar, e o enfraquecimento do combate ao crime no país e à corrupção”, afirmou Haddad em entrevista ao portal Metrópoles.
O petista defendeu a qualificação de Messias para o cargo. “Eu conheço o Messias há muitos anos e é uma das figuras públicas mais impolutas desse país. O sujeito, à prova de qualquer critério que você possa ter, estaria habilitado para uma vaga do Supremo”, declarou.
Haddad destacou a atuação do advogado-geral da União em operações conduzidas por órgãos federais. Segundo o pré-candidato, Messias teve papel relevante em ações da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras e da Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado.
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O ministro classificou como “incompreensível” a decisão do Senado. Haddad caracterizou a rejeição como uma perda institucional que afeta tanto o governo quanto o próprio Supremo Tribunal Federal.
O pré-candidato ao governo paulista argumentou que o resultado não deve ser interpretado como uma vitória da oposição. Apesar da derrota, Haddad minimizou o impacto direto sobre o governo. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva costuma sair fortalecido de derrotas políticas.




