Bancos prometem aderir ao Desenrola 2.0, mas ainda não definiram data para iniciar negociações

Itaú, Santander, Bradesco, BTG Pactual e outras instituições confirmaram que vão aderir ao programa lançado pelo governo federal

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Marcello Casal \ Agência Brasil

Os maiores bancos brasileiros confirmaram que vão aderir ao novo programa de renegociação de dívidas do governo federal. O Novo Desenrola Brasil foi lançado nesta segunda-feira (04/05). Itaú, Santander, Bradesco, BTG Pactual e outras instituições confirmaram que vão oferecer a possibilidade de negociações para os credores.

A Medida Provisória que estabelece as regras do programa já foi publicada e o programa entrou em vigor imediatamente.

Os bancos informaram que estavam realizando ajustes em seus sistemas para viabilizar a implementação, mas ainda não deram datas para começar as negociações com os clientes. Além de aguardarem detalhes do Fundo de Garantia de Operações (FGO), que vai subsidiar os acordos, algumas instituições também precisam realizar ajustes internos, principalmente na área de tecnologia. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras. Os canais incluem aplicativos, sites, telefones de atendimento ou agências.

O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Nubank ainda não se pronunciaram.

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O Desenrola 2.0 tem como finalidade reduzir o endividamento das famílias brasileiras e reorganizar o acesso ao crédito no país. A expectativa do governo é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados. O programa abrange tanto dívidas antigas quanto recentes.

O pacote inclui quatro frentes principais: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural. O programa também prevê mudanças nas regras do crédito consignado para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos.

Brasileiros endividados com renda mensal de até cinco salários mínimos podem aderir ao Desenrola Famílias. O valor equivale a R$ 8.105. Estudantes com dívidas em atraso há mais de 90 dias poderão renegociar débitos por meio do Desenrola Fies. Micro e pequenas empresas e agricultores familiares também terão acesso ao novo programa.

As dívidas que entram no programa devem ter sido contratadas até 31 de janeiro de 2026. E somente débitos com atraso entre 90 dias e dois anos entram no programa. As modalidades abrangidas são cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Os descontos variam entre 30% e 90% sobre o valor da dívida. O parcelamento pode ser feito em até 48 meses e o beneficiário terá prazo de até 35 dias para começar a pagar. A nova dívida renegociada não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF, por instituição financeira, já considerando os descontos aplicados. Os juros ficam limitados a até 1,99% ao mês.

Os trabalhadores poderão usar 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000, o que for maior. O uso será permitido apenas após a renegociação, para garantir a aplicação dos descontos.

Pessoas com dívidas de até R$ 100 terão o nome retirado automaticamente dos cadastros de inadimplência. Quem renegociar também terá o nome limpo após o acordo.

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