Professor de economia vai aos EUA defender o PIX em audiência; entenda

Consulta pública pode influenciar decisão de sobretaxa de até 25% sobre produtos brasileiros a partir de julho

Por Redação TMC | Atualizado em
Imagem mostra a silhueta de uma mão segurando um celular e mexendo num aplicativo de banco. Atrás, aparece um fundo desfocado com a palavra "Pix" em destaque.
Pix também completou cinco anos em novembro. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O governo dos Estados Unidos marcou para o dia 6 de julho uma consulta pública que antecede a decisão final e possíveis barreiras comerciais contra o Brasil.

A investigação, conduzida sob a “Seção 301”, pode resultar em uma sobretaxa de até 25% sobre produtos brasileiros a partir de julho. O anúncio das tarifas foi feito no início deste mês, após os EUA concluírem uma investigação contra o Brasil por práticas desleais no comércio.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

O PIX foi um dos alvos da decisão americana. Segundo a investigação, o sistema de pagamento criaria uma condição de concorrência desfavorável para empresas privadas de pagamentos eletrônicos e cartões de crédito. A consulta pública sobre esse tema marcada para julho pode influenciar os rumos dessa disputa financeira.

Porém, até o momento, apenas um brasileiro se inscreveu para participar da audiência e defender o PIX: Gustavo Pessoa, professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De forma independente, sem representar o governo ou o setor produtivo, o professor pretende levar dados técnicos à audiência para contrapor a acusação americana de que o Pix opera sob concorrência desleal.

“O meu papel é de ser independente. Dado todas as minhas pesquisas, a minha parte de ser professor na área de economia, eu quero dar uma visão técnica para eles e mostrar que não existe uma concorrência desleal. Apenas houve uma adoção em massa da população por esse meio de pagamento”, explica o professor Gustavo Pessoa,.

O cerne do questionamento de Washington está no fato de o Banco Central do Brasil atuar, ao mesmo tempo, como regulador e operador do Pix. Para Gustavo Pessoa, o “tarifaço” é reflexo do desconhecimento externo sobre a evolução do sistema brasileiro.

“O PIX deixou de ser um mero meio de pagamento e virou um sistema de infraestrutura. Então, dado o sucesso desse sistema, eu acho que existem muitas dúvidas para ser solucionadas tanto no Brasil quanto no exterior”, destaca o professor.

Veja a entrevista completa com Gustavo Pessoa no YouTube da TMC:

Leia mais: Após repercussão de entrevista à TMC, Eduardo nega defesa da troca do Pix pelo Zelle e cobra retratação

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05