O principal tema que afeta o Conselho Deliberativo do Corinthians atualmente é a reforma do Estatuto. Embora o texto-base tenha sido reprovado, os conselheiros aprovaram alguns tópicos específicos nesta segunda-feira (04/05). Licenciado da Presidência do CD, Romeu Tuma Júnior participou da votação e analisou o resultado do pleito.
“Acho importante termos conseguido avançar e estar conseguindo mudar o Estatuto do Corinthians. Quando candidato, meu principal compromisso era fazer a reforma do estatuto. Nosso estatuto não tem mudanças significativas nos últimos 20 anos. O Corinthians vive uma crise muito grande tanto financeira quanto administrativa e moral. Estamos tentando mudar o estatuto há muito anos”, pontuou Romeu Tuma Júnior durante participação no Papo de Craque 1º Tempo, programa da TMC.
“A votação de algumas coisas foi um grande avanço. Não estou feliz totalmente, porque o Conselho decidiu derrubar o texto-base que tinha tópicos muito importantes, inclusive para adequar (o Estatuto) à Lei Geral do Esporte, responsabilizar gestores e criar mecanismos para ampliar a gestão”, complementou.
Ao todo, 14 itens específicos foram discutidos, indo de possibilidade de se tornar SAF até composições de órgãos internos, como o Conselho de Ética, o Conselho de Orientação e a quantidade de conselheiros vitalícios no Conselho Deliberativo. Um deles contempla a possibilidade de reeleição do presidente Osmar Stabile.
A reforma do Estatuto do Corinthians vem sendo debatida desde 2024. Entre 2025 e 2026, foram feitas 15 audiências públicas com participação de associados e pessoas de fora do Parque São Jorge. Assim, Romeu Tuma Júnior formulou o documento que vem sendo votado.
Próximos passos da reforma do Estatuto do Corinthians
Passada a votação, Leonardo Pantaleão, presidente interino do Conselho Deliberativo, agora tem 30 dias para marcar a Assembleia Geral, que vai confirmar (ou reprovar) a reforma estatutária. Romeu Tuma Júnior defende que os associados também votem o texto-base, mesmo com a rejeição dos membros do CD.
“O Leonardo Pantaleão deve marcar a Assembleia Geral. Ainda acho que o texto que o que o Conselho não acatou deve ser deliberado à Assembleia Geral para dizer se ela acolhe ou não a decisão do Conselho, porque a Assembleia Geral, em última instância, deve falar em nome da associação. Ela aprovando ou não o texto-base, vota também os artigos separados. Isso tem que acontecer rapidamente para que seja efetivada a reforma do Estatuto porque temos eleição em novembro e existem prazos que precisam ser respeitados”, explicou o presidente licenciado do Conselho do Corinthians.
“Não acho que (a Assembleia Geral) tem que votar todos os tópicos específicos. É que o texto-base tem mudanças significativas. Resumidamente, você teria três questionamentos para a Assembleia Geral: ela referenda a deliberação do Conselho sobre o texto-base; se os artigos aprovados pelo Conselho vão ser inseridos no texto-base ou no Estatuto atual“, emendou.
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Durante a entrevista, Romeu Tuma Júnior reforçou a importância de aprovarem o documento como um todo. Dentre os tópicos que estão no documento está o assunto SAF.
“Hoje, no Corinthians não tem nada que permita um debate sobre SAF. Tanto que todas as vezes que o pessoal da SAFiel me procurou ou procurou os dirigentes do Corinthians, eu falei que precisamos criar um mecanismo para que o clube e seus associados possam deliberar sobre isso. Na reforma estatutária, estão os mecanismos para deliberar sobre os assuntos. Não somos contra debater os assuntos; temos criar mecanismos para debater sobre isso dentro das regras estatutárias. Eles reprovaram, o que eu acho um absurdo“, destacou.




