A Polícia Federal deflagrou uma nova etapa da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (07/05). A investigação apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Partido Progressistas, está entre os investigados.
Policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão no endereço do parlamentar em Brasília durante a manhã. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
O STF autorizou o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão. A Corte também expediu um mandado de prisão temporária. As diligências ocorreram no Piauí, em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A decisão judicial determinou ainda o bloqueio de bens, direitos e valores. O montante bloqueado soma R$ 18,85 milhões.
A operação investiga suspeitas de irregularidades financeiras vinculadas ao Banco Master. A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as fraudes apuradas.
Defesa de Ciro Nogueira
A defesa negou o envolvimento do senador em qualquer atividade ilícita e criticou o que chamou de “medidas investigativas graves e invasivas” durante a operação.
“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, afirmaram os advogados do senador.
A nota é encabeçado por Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay. E conta também com as assinaturas de Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.
“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completam os advogados, no comunicado.




