Principal alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (07/05), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou qualquer participação em atividades ilícitas e criticou o que chamou de “medidas investigativas graves e invasivas” durante a operação.
“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, afirmaram os advogados do senador.
A nota é encabeçado por Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay. E conta também com as assinaturas de Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.
“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completam os advogados, no comunicado.
O presidente do Partido Progressistas (PP) foi alvo de diversos mandados de busca e apreensão no seu endereço em Brasília nesta quinta. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
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A decisão judicial determinou ainda o bloqueio de bens, direitos e valores. O montante bloqueado soma R$ 18,85 milhões. A operação investiga suspeitas de irregularidades financeiras vinculadas ao Banco Master.
De acordo com decisão emitida pelo ministro André Mendonça, do STF, a investigação da Polícia Federal apontou que havia uma relação entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro que extrapolava a “mera amizade”.
Segundo a apuração, o ex-dono do Banco Master bancava uma mesada de R$ 300 mil, com menções a um possível aumento para R$ 500 mil, além de pagar hotéis de luxo, restaurantes e até voos privados para Ciro Nogueira.




