A Polícia Federal deflagrou uma nova etapa da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (07/05). A investigação apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Partido Progressistas, está entre os investigados.
Em entrevista ao programa TMC 360, apresentado por Joana Treptow e Felipe Bueno, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) falou sobre as novas informações do caso e afirmou que as denúncias revelam uma teia de relações com a oposição. Durante sua participação, o parlamentar classificou o episódio como o “escândalo do Bolsomaster”.
De acordo com as investigações da Polícia Federal citadas no programa, há indícios de uma relação estruturada entre Ciro Nogueira — que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro — e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.
As suspeitas envolvem pagamentos de uma “mesada” que teria chegado a R$ 500 mil mensais e até uma emenda parlamentar que teria sido redigida pelo próprio escritório de Vorcaro.
“A gente tem que relembrar que as maiores doações de pessoa física aos candidatos Tarcísio de Freitas em São Paulo e Bolsonaro a nível federal foram do Vorcaro, através do seu cunhado”, destacou. Em nota, a Secretaria de Comunicação de São Paulo afirmou que a campanha do governador Tarcísio de Freitas contou com mais de 600 doadores e foi conduzida com total respeito às leis eleitorais.
“O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado, bem como conhecimento prévio sobre possíveis condutas que não dizem respeito à campanha. Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral”, continuou a declaração.
O deputado também citou que aliados como o deputado Nikolas Ferreira teriam utilizado jatinhos do ex-banqueiro durante a campanha, o que configuraria “uma despesa não contabilizada”.
Questionado sobre especulações de bastidores de que a delação de Daniel Vorcaro poderia citar políticos de diversos espectros, incluindo nomes da esquerda, Zarattini rechaçou a possibilidade de envolvimento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado argumentou que adversários tentam construir “narrativas a partir de fatos enviesados para tentar implicar o governo”.
“Não existe nenhum temor da nossa parte, a gente vê que toda a gênese do Banco Master se deu no governo Bolsonaro”, declarou Zarattini.
O parlamentar resgatou o histórico da instituição no Banco Central, lembrando que a expansão do Banco Master havia sido vetada na gestão de Ilan Goldfajn, mas acabou recebendo aval posteriormente, sob a presidência de Roberto Campos Neto.
“Então, a ligação é total com o Bolsonarismo. Total. Por isso que a gente chama de Bolsomaster”, concluiu o deputado.




