OMS confirma 5 casos de hantavírus em cruzeiro da Argentina e rastreia origem

Surto atinge passageiros de diferentes nacionalidades no navio MV Hondius que partiu em abril de 2026, causando 3 mortes e deixando 2 hospitalizados

Por Redação TMC | Atualizado em
Diversos tubos com a inscrição "hantavírus" em cada um deles
(Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou cinco casos de hantavírus entre passageiros do cruzeiro MV Hondius nesta quinta-feira (07/05). O navio partiu da Argentina no início de abril. Três pessoas já morreram. A organização trabalha com diversos países para identificar a origem do surto.

O surto atingiu passageiros de diferentes nacionalidades. As vítimas fatais incluem um casal holandês e uma mulher de origem alemã. Um cidadão britânico de 69 anos permanece internado em terapia intensiva em Joanesburgo, na África do Sul. Duas pessoas estão hospitalizadas em condição estável. Uma pessoa é assintomática e já está na Alemanha. Um homem desembarcou na ilha de Santa Helena.

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A embarcação fez paradas na ilha de Santa Helena e na ilha de Ascensão. Pacientes foram evacuados para a África do Sul. O navio segue em direção a Tenerife, ilha na Espanha.

Possível contágio fora da embarcação

Autoridades indicam que a origem do contágio pode ter ocorrido fora do navio. A hipótese principal aponta para um voo em Joanesburgo. A OMS não detalhou as circunstâncias específicas da transmissão do vírus.

O primeiro caso registrado foi de um homem que desenvolveu sintomas em 6 de abril. Ele faleceu no navio em 11 de abril. Nenhuma amostra foi coletada desse paciente. Como os sintomas eram semelhantes aos de outras doenças respiratórias, a infecção por hantavírus foi descartada.

A esposa desse homem desembarcou quando o navio atracou na ilha de Santa Helena. Ela apresentou sintomas. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril. Ela faleceu no dia seguinte. Amostras foram coletadas. O Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul testou o material. A infecção por hantavírus foi confirmada.

A terceira morte foi a de uma mulher a bordo do navio. Ela desenvolveu sintomas em 28 de abril e faleceu em 2 de maio. A passageira, de origem alemã, teve a doença confirmada.

Outro homem procurou o médico do navio em 24 de abril. Ele foi evacuado da ilha de Ascensão para a África do Sul em 27 de abril. O britânico permanece em terapia intensiva e foi o primeiro caso de hantavírus confirmado no navio.

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Passageiros de 12 países desembarcaram durante a viagem

Passageiros de 12 países desembarcaram na ilha de Santa Helena durante a viagem. Os países são: Canadá, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Nova Zelândia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Um especialista da OMS está a bordo do navio. Ele vai acompanhar os passageiros até a chegada em Tenerife.

A OMS notificou os países de origem dos passageiros para que os possíveis casos possam ser monitorados. O diretor-geral da organização alertou que mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus. Ele disse que a OMS está ciente de relatos de outros pacientes.

Suspeitas em pessoas que não estiveram no cruzeiro

Pacientes na França, Holanda e em Singapura que não estiveram no cruzeiro MV Hondius estão sob investigação por suspeita da doença. Os governos dos três países anunciaram os casos nesta quinta-feira (07/05). São as primeiras suspeitas em pessoas que não estiveram no cruzeiro.

O governo de Singapura informou que duas pessoas foram isoladas. Elas estavam no voo com a viúva da primeira vítima morta no cruzeiro, segundo autoridades locais. Na Holanda, uma comissária de bordo da companhia aérea holandesa KLM que teve contato com a viúva foi internada em um hospital em Amsterdã. Ela apresentou possíveis sintomas de infecção por hantavírus. As autoridades sanitárias holandesas entraram em contato com todas as pessoas que estavam no voo, segundo comunicado da KLM.

O jornal “The New York Times” afirmou que três estados dos Estados Unidos — Califórnia, Geórgia e Arizona — monitoram pacientes com sintomas suspeitos do hantavírus. Um cidadão francês esteve em contato com uma pessoa que contraiu o vírus. Ele não apresenta sintomas. Está sendo monitorado, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot.

“De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), a OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, garantindo que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (07/05).

“A ameaça à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixa”, afirmou Tedros Adhanom. Ele esclareceu: “Isso não é o começo de uma nova pandemia de Covid-19, é um surto que aconteceu em um navio. Há uma área confinada, com cinco casos confirmados. O vírus não se espalha da mesma forma, na maioria das vezes o hantavírus nem é transmitido de pessoa para pessoa”.

A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias, Maria Van Kerkhove, reforçou que se trata de uma situação totalmente diferente do coronavírus. Ela afirmou que não se trata de uma nova epidemia.

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