O hantavírus, um grupo de vírus zoonóticos transmitidos principalmente por roedores silvestres, tem gerado alerta global após o surto recente no navio MV Hondius e os primeiros casos confirmados no Brasil. Embora seja uma doença grave, com taxas de letalidade que podem chegar a 40% ou 50%, o conhecimento sobre seus sinais e a busca rápida por atendimento são fundamentais para a sobrevivência.
Os primeiros sintomas do hantavírus podem levar de uma a oito semanas para se manifestarem após a exposição ao vírus. Inicialmente, a condição pode ser confundida com doenças como gripe ou dengue, apresentando sintomas como:
- Febre alta e dores musculares;
- Dor de cabeça e cansaço intenso;
- Náuseas, vômitos ou dor abdominal.
À medida que a doença evolui, ela pode se manifestar de formas mais severas. Nas Américas, a forma mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que causa tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões. Já em outras regiões do mundo, como Europa e Ásia, o vírus pode levar à Febre Hemorrágica com Síndrome Renal, resultando em insuficiência renal e queda da pressão arterial.
Como é feito o tratamento?
Até o momento, não existe uma vacina ou tratamento antiviral específico para combater o hantavírus. Por esse motivo, o manejo da doença é focado no suporte clínico intensivo.
O paciente geralmente precisa de hospitalização para que médicos possam realizar o monitoramento constante das funções respiratória, cardíaca e renal. Isso inclui o controle da pressão arterial e, em casos graves, o uso de aparelhos para auxiliar na respiração.
Especialistas reforçam que o atendimento médico precoce é essencial. Caso uma pessoa apresente sintomas após frequentar áreas de risco — como galpões fechados, ambientes com infestação de roedores ou áreas rurais — ela deve informar o histórico de exposição ao médico imediatamente para agilizar o diagnóstico laboratorial e o início do suporte.




