Hantavírus: quais são os sintomas da doença e como é feito o tratamento?

Até o momento, não existe uma vacina ou tratamento antiviral específico para combater o hantavírus; o manejo da doença é focado no suporte clínico intensivo

Por Redação TMC | Atualizado em
Pessoas usando equipamentos de proteção individual fazem preparativos na pista do aeroporto de Tenerife Sul, após a chegada do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, Ilhas Canárias, Espanha
People wearing personal protective equipment make preparations on the tarmac at Tenerife Sud airport, following the arrival of the cruise ship MV Hondius, which was affected by a hantavirus outbreak, Canary Islands, Spain, May 10, 2026. REUTERS/Borja Suarez

O hantavírus, um grupo de vírus zoonóticos transmitidos principalmente por roedores silvestres, tem gerado alerta global após o surto recente no navio MV Hondius e os primeiros casos confirmados no Brasil. Embora seja uma doença grave, com taxas de letalidade que podem chegar a 40% ou 50%, o conhecimento sobre seus sinais e a busca rápida por atendimento são fundamentais para a sobrevivência.

Os primeiros sintomas do hantavírus podem levar de uma a oito semanas para se manifestarem após a exposição ao vírus. Inicialmente, a condição pode ser confundida com doenças como gripe ou dengue, apresentando sintomas como:

  • Febre alta e dores musculares;
  • Dor de cabeça e cansaço intenso;
  • Náuseas, vômitos ou dor abdominal.

À medida que a doença evolui, ela pode se manifestar de formas mais severas. Nas Américas, a forma mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que causa tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões. Já em outras regiões do mundo, como Europa e Ásia, o vírus pode levar à Febre Hemorrágica com Síndrome Renal, resultando em insuficiência renal e queda da pressão arterial.

Como é feito o tratamento?

Até o momento, não existe uma vacina ou tratamento antiviral específico para combater o hantavírus. Por esse motivo, o manejo da doença é focado no suporte clínico intensivo.

O paciente geralmente precisa de hospitalização para que médicos possam realizar o monitoramento constante das funções respiratória, cardíaca e renal. Isso inclui o controle da pressão arterial e, em casos graves, o uso de aparelhos para auxiliar na respiração.

Especialistas reforçam que o atendimento médico precoce é essencial. Caso uma pessoa apresente sintomas após frequentar áreas de risco — como galpões fechados, ambientes com infestação de roedores ou áreas rurais — ela deve informar o histórico de exposição ao médico imediatamente para agilizar o diagnóstico laboratorial e o início do suporte.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05