Teve início neste domingo (10/05) a operação de retirada dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que atracou em Tenerife, nas Ilhas Canárias, sob um rígido protocolo de segurança sanitária. A medida foi tomada após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo, que resultou em três mortes e seis casos confirmados da doença.
A operação é coordenada pelo governo da Espanha e acompanhada de perto pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou à ilha para supervisionar o desembarque.
O procedimento envolve exames médicos prévios a bordo e o transporte dos passageiros em pequenas embarcações militares até o porto. De lá, eles seguem em ônibus isolados diretamente para o aeroporto de Tenerife Sul, de onde partem em voos de repatriação.
Os cidadãos espanhóis foram os primeiros a deixar a embarcação, sendo transportados para Madri em aviões militares sem contato com o público. A retirada dos demais passageiros ocorre em grupos organizados por nacionalidade — incluindo holandeses, alemães e britânicos — à medida que os voos de seus respectivos países chegam ao aeroporto.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, reforçou que o mecanismo foi desenhado para impedir qualquer contato com a população civil.
Apesar da gravidade da cepa identificada, a OMS e as autoridades locais enfatizam que o risco para a população em geral permanece baixo. Inspeções sanitárias descartaram a presença de roedores no navio, tornando a transmissão interna improvável segundo especialistas.
Após a conclusão da retirada de todos os passageiros, o MV Hondius seguirá para a Holanda com uma tripulação reduzida para passar por um processo de desinfecção completa.




