Christian Brueckner, principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, estaria vivendo isolado em uma floresta no norte da Alemanha, segundo informações publicadas pelo tabloide britânico Daily Mirror. De acordo com a reportagem, o alemão mora em uma tenda improvisada próxima à cidade de Kiel, longe de áreas urbanas, após ter sido alvo de protestos e hostilidade pública.
Brueckner deixou a prisão em setembro do ano passado após cumprir pena de sete anos por estupro de uma idosa em Praia da Luz, em Portugal, crime ocorrido em 2005. Atualmente, ele está em liberdade condicional, utiliza tornozeleira eletrônica e precisa se apresentar regularmente às autoridades alemãs.
Após sair da penitenciária, o suspeito chegou a viver em um abrigo na cidade de Neumünster, no norte da Alemanha. Segundo o Daily Mirror, a presença dele provocou protestos de moradores, e o endereço onde estava hospedado acabou divulgado nas redes sociais. Escoltado pela polícia, ele teria deixado o local e passado por diferentes hospedagens temporárias.
Ainda conforme o tabloide, as autoridades chegaram a disponibilizar um contêiner para que Brueckner morasse, mas ele permaneceu pouco tempo no local. Depois, mudou-se para Braunschweig, sua cidade natal, onde viveu no apartamento de um amigo antes de voltar a deixar o imóvel diante de novas manifestações.
O caso Madeleine McCann continua sendo investigado pelas autoridades britânicas e alemãs. Madeleine desapareceu em maio de 2007, aos três anos de idade, durante férias com os pais em Praia da Luz, no sul de Portugal. O desaparecimento se tornou um dos casos criminais mais conhecidos do mundo.
Segundo jornais britânicos, a Scotland Yard tenta reunir provas para apresentar acusações formais contra Brueckner antes de 2027, quando o desaparecimento completará 20 anos. No entanto, a legislação alemã dificulta uma eventual extradição do suspeito ao Reino Unido.
A Constituição da Alemanha impede, em regra, a extradição de cidadãos alemães para países fora da União Europeia. Antes do Brexit, o Reino Unido poderia recorrer ao mandado de prisão europeu, mecanismo que facilitava transferências entre países do bloco.
Reportagens do Daily Telegraph e do Mail on Sunday afirmam ainda que Brueckner recusou um pedido de interrogatório feito por investigadores britânicos. Segundo a defesa, os policiais não apresentaram detalhes sobre as provas que sustentariam as suspeitas contra ele.
Brueckner nega envolvimento no desaparecimento de Madeleine McCann. Em declarações divulgadas pela imprensa britânica, ele afirmou ser alvo de uma “caça às bruxas” e questionou a existência de provas forenses que o liguem ao caso.
As investigações apontam, porém, que o telefone celular do suspeito teria sido registrado próximo ao apartamento onde Madeleine desapareceu na noite do crime. Além disso, testemunhas relataram às autoridades que Brueckner teria feito comentários sobre o caso anos depois do desaparecimento da menina.
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