Guerra dos EUA no Irã custou US$ 29 bilhões, afirma Pentágono

Orçamento cobre reparos de equipamentos danificados, substituição de armamentos destruídos e custos operacionais das tropas em campo

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Foto aérea da estrutura do Pentágono, nos EUA.
Foto aérea do Pentágono. (Foto: Jason Reed/Reuters)

O Pentágono confirmou nesta terça-feira (12/05) que os Estados Unidos gastaram US$ 29 bilhões (cerca de R$ 142 bilhões) na guerra contra o Irã. O valor foi revelado por Jules Hurst, controlador do orçamento destinado ao confronto, em declaração oficial ao órgão militar norte-americano.

O montante representa US$ 4 bilhões a mais do que havia sido informado anteriormente pelo secretário de Defesa Pete Hegseth ao Congresso dos EUA. Esta é a primeira vez que o governo Trump divulga publicamente os custos totais da operação militar.

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Segundo Hurst, os US$ 29 bilhões cobrem três categorias principais de despesas: reparos de equipamentos danificados, substituição de armamentos destruídos e custos operacionais das tropas em campo. O controlador não detalhou a proporção de cada item no orçamento total.

A revelação ocorre enquanto o governo Trump propõe um orçamento de US$ 1,5 trilhão (aproximadamente R$ 7,5 trilhões) para as Forças Armadas em 2027. Em audiência no Comitê de Serviços Armados no dia 29 de abril, Hegseth defendeu a proposta com o argumento de “construir um Exército que nossos adversários temam”.

Impasse diplomático persiste

Apesar do cessar-fogo entre EUA e Irã estar ativo há mais de 30 dias, as negociações para encerrar definitivamente o conflito permanecem travadas. No último domingo (11/05), o presidente Donald Trump classificou a contraproposta iraniana como “estúpida” e “lixo”, afirmando que o acordo está “por um fio”.

O Parlamento iraniano, por meio de porta-voz oficial, ameaçou enriquecer urânio até 90% de pureza caso os Estados Unidos retomem os ataques. O percentual é considerado suficiente para produção de armamento nuclear.

Críticas no Congresso

Legisladores norte-americanos, especialmente do Partido Democrata, acusam o governo Trump de não ter consultado o Legislativo antes de iniciar o conflito com o Irã. Segundo críticos, a decisão violou protocolos constitucionais que exigem aprovação parlamentar para declaração de guerra.

Tentativas de aprovar resoluções para limitar os poderes presidenciais na condução da guerra não prosperaram na Câmara dos Deputados norte-americana. O secretário Hegseth rebateu as críticas, afirmando que “a guerra com o Irã não é um atoleiro, e as críticas dos legisladores democratas dos EUA representam uma vitória de propaganda para o Irã”.

Leia mais: Trump afirma que Cuba busca ajuda e que manterá conversações

Orçamento militar em debate

A proposta de US$ 1,5 trilhão para as Forças Armadas em 2027 ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O valor representa um aumento significativo em relação aos orçamentos anteriores e inclui investimentos em modernização de equipamentos e expansão de efetivo.

O general Dan Caine, chefe das Forças Armadas dos EUA, não se pronunciou publicamente sobre os custos revelados pelo Pentágono. A divulgação dos gastos ocorre em momento de pressão política sobre o governo Trump para apresentar resultados concretos no conflito.

Com informações da Reuters

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