Os áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não repercutiram bem entre os aliados do senador e pré-candidato à presidência da República. Os áudios revelados pelo Intercept Brasil mostram Flávio pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para pagar contratos fechados com atores e produtores do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro.
A gravação revela intimidade entre o senador e o banqueiro. Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para patrocinar o filme. Sabendo da repercussão negativa, aliados de Lula reagiram: acionaram o STF e o Conselho de Ética contra o parlamentar.
Os aliados de Flávio também se movimentaram e fizeram uma reunião de emergência para definir ações. As medidas foram anunciadas rapidamente: disseram que tudo seria uma narrativa para desgastar a imagem do senador e defenderam a instalação da CPMI do Master.
Nos bastidores, essa união dos aliados não está tão forte. Parlamentares ouvidos pela TMC afirmaram que os áudios mancham Flávio Bolsonaro e que a campanha de Lula vai explorar o tema. Para eles, a única saída é que o senador desista da candidatura à presidência e dê lugar à Michelle Bolsonaro, que tem menos envolvimento com polêmicas.
A avaliação é que Lula deve vencer as eleições novamente se uma medida drástica não for tomada. Oficialmente, Flávio admitiu a autoria dos áudios, disse que conhece Vorcaro desde 2024 e que o banqueiro teria assumido a responsabilidade de patrocinar o filme bem antes da Operação Compliance Zero. O senador negou qualquer ilicitude.
Parlamentares do Partido Liberal também estão evitando exposição com a imprensa. Inclusive, um senador que estava com entrevista marcada com a TMC pediu para cancelar, alegando imprevistos. Flávio Bolsonaro também está evitando a imprensa.