Manifestação por justiça no caso “Orelha” pressiona autoridades por punições mais rígidas

Protesto cobra investigação do caso e avanço de projeto de lei que prevê prisão sem benefícios para crimes com morte de animais

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(Foto: Ricardo Sparvoli/TMC)

Um ato na Avenida Paulista reuniu, neste domingo (17), ativistas da causa animal, protetores independentes e representantes políticos em defesa de punições mais severas contra maus-tratos. A mobilização teve como um dos principais símbolos o caso do cão “Orelha”, que ganhou repercussão nacional e motivou protestos em diversas cidades do país.

Durante a manifestação, participantes também denunciaram a existência de redes online que, segundo eles, estimulam a violência contra animais. O ativista Thiago Labate citou plataformas como Discord, Telegram, Bilibili, Weibo e TikTok como ambientes onde esse tipo de conteúdo circula.

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“São os mesmos aplicativos como Discord, Telegram, que não têm filtro. Acontece de tudo. E também plataformas chinesas, como Bilibili e Weibo. Até no TikTok tem essas lives horrendas. A nossa luta é para que seja feita justiça”, afirmou.

Outro ponto levantado foi a ausência de políticos no ato. Segundo um dos organizadores, Fernando José da Silva, parlamentares foram convidados, mas não compareceram.

“Alguns não vieram por ego. Dizem defender a causa animal, mas é muito marketing. A quantidade de assinaturas para aprovação da CPI só aconteceu graças à mobilização popular”, declarou.

Apesar disso, o caso já mobiliza representantes políticos. O deputado estadual Mário Motta defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para esclarecer o episódio.

“Esperamos que essa CPI esclareça os pontos e responda ao Brasil e ao mundo o que aconteceu naquela madrugada com o cão Orelha”, disse.

No âmbito federal, o deputado Felipe Becari destacou a tramitação de um projeto de lei que endurece as penas para crimes contra animais.

“Cometer um crime com resultado morte vai significar prisão, sem benefícios. Acreditamos que só com rigor da lei vamos conseguir mudar essa realidade”, afirmou.

Os organizadores do ato dizem que novas manifestações já estão previstas e que a pressão popular deve continuar até que haja respostas concretas das autoridades e avanços na legislação.

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